O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 19/11/2021
O artigo 7º, presente na Lei Federal 14.172, sancionada em 2021, assegura o acesso à internet para fins educacionais na rede pública. No entanto, o jornalista Gilberto Dimeinstein afirma, em seu livro “Cidadão de papel”, que algumas leis permanecem apenas na teoria, não apresentando efetividade na prática. Nesse sentido, pode-se defender o conceito proposto pelo literato na sociedade brasileira, pois, apesar da conquista no âmbito legislativo, muitas escolas permanecem sem utilizar a internet como ferramenta de aprendizado. Sendo assim, nota-se que essa problemática deve ser rapidamente combatida, pois a tecnologia pode não só romper com o tradicionalismo dos métodos de ensino, como também pode tornar o estudo mais efetivo.
Em primeiro plano, é imperativo pontuar que a tecnologia no ambiente escolar pode propiciar uma dinamização nas formas de ensino. Segundo o educador Darcy Ribeiro, observa-se, na sociedade atual, uma educação baseada no “Pacto de mediocridade“, em que o aluno finge que aprende e o professor supõe que o ensinou. Sob essa ótica, metodologias conservadoras podem repelir os alunos da escola, já que eles se sentem desanimados ao não conseguirem aprender pelo ensino tradicional aplicado. Dessa forma, o uso da internet em sala pode proporcionar uma nova forma de aprendizado, induzindo a um estudo mais interativo, de forma a atrair a atenção do estudante aos estudos. Nesse viés, a tecnologia apresenta um importante papel ao romper com o pacto proposto pelo teórico brasileiro e estimular a busca por conhecimento de uma maneira mais dinâmica.
Em segundo plano, paralelamente à importância do espaço virtual no aprendizado, é fundamental o debate a respeito de seu protagonismo ao promover um estudo mais personalizado. Um exemplo disso pode ser destacado pela plataforma “Geekie“, a qual pode criar um projeto de ensino adaptado à cada aluno, reconhecendo o seu potencial e suas falhas por meio dos algoritmos, de forma a oferecê-lo um mapa de estudo focado em suas deficiências, o que potencializa seu aprendizado. Nessa perspectiva, a tecnologia torna-se imprescindível na mudança da realidade de estudo dos alunos, no que tange à promoção de um método personalizado e focado na superação das dificuldades.
Portanto, são essenciais medidas operantes para que a tecnologia vire realidade nas instituições de ensino em todo o país. Para isso, o Estado deve investir na compra de equipamentos eletrônicos para as escolas, por meio de verbas liberadas pelo Tribunal de Contas da União- órgão esse que fiscaliza os feitos públicos-, com o intuito de induzir o uso da internet em sala, para dinamizar o método de aprendizagem e proporcionar um estudo mais personalizado para cada estudante, atraindo-os na busca do saber. Somente assim, o artigo 7º, assegurado em 2021, será realmente efetivado.