O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 18/11/2021

O século XXI foi marcado por um grande avanço tecnológico mundial promovido pela Terceira Revolução Industrial: o advento da internet.  Essa ferramenta, embora tenha possibilitado o desenvolvimento das relações interpessoais e a maior facilidade de acesso à informação, principalmente na área educacional, no Brasil contemporâneo, é, lamentavelmente, restrita. Uma vez que grande parte da população não possui efetivo acesso ao ambiente virtual, promovendo a desigualdade de aprendizado e oportunidades entre os jovens. Dessa forma, torna-se preemente explicitar os impactos negativos e positivos desse fenômeno.

Nesse contexto, a imersão de uma parcela dos adolescentes no mundo globalizado, no qual a informação é difundida desde o princípio de suas vidas, tem alterado a dinâmica de aprendizado e formação de conhecimento. Diante dessa conjultura, o papel das escolas, que segundo o sociólogo Max Weber, é de funcionar como agentes de socialização desses indivíduos, teve que evoluir ao longo do tempo para se adaptar às novas tecnologias. A integração do ensino tecnológico nas escolas, por meio de aplicativos multifuncionais e interativos que permitem uma maior conexão do estudante ao conteúdo e o encurtamento de distâncias entre o professor e o aluno pela utilização das chamadas de vídeo como prolongamento das salas de aula, surgiram como estímulos não tradicionais, mas eficientes nessa nova era.

Ademais, analisando o impacto da tecnologia sob um viés propulsor de desigualdades, é inegável o abismo existente e a marginalização que os jovens não detentores das facilidades que a internet disponibiliza sofrem diariamente e que, futuramente, serão afetados no mercado de trabalho. Sendo assim, em um país no qual 40 milhões de pessoas não possuem acesso à internet, segundo dados do IBGE de 2019, idealizar uma educação utópica e tecnológica garantida a todos é incabível. Adolescentes que integram essa parcela da população e precisam de métodos alternativos para acessar informações tão básicas têm seu ensino desvalorizado, fato que contrapõe os direitos à equidade educacional previstos na Constituição de 1988.

Urgem, portanto, medidas eficazes para que todas as esferas da população possam usufruir dos benefícios de um ensino tecnológico e de qualidade. Cabe, desse modo, ao Ministério da Educação garantir o acesso à tecnologia no âmbito estudantil, por meio de políticas públicas de incentivo financeiro às instituições escolares desfavorecidas, principalmente em áreas mais afastadas dos centros urbanos, à fim de que os direitos presentes na Carta Magna se façam comum a todos e o Brasil continue formando jovens intelecuais e qualificados para o mercado globalizado.