O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 19/11/2021

Na obra “O grito’’, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utilizou célebres nuances de pinceladas para retratar o espanto e o medo nas linhas faciais do protagonista. Mais de cento e vinte anos depois, esses sentimentos fazem-se marcantes no semblante populacional em detrimento dos impactos tecnológicos na educação no país. Sob essa ótica, ressalta-se que o agravamento da desigualdade socioeconômica histórica e o desequilíbrio na formação educacional dos jovens explicítam os efeitos dessa temática no cotidiano social. Logo, rever as ações e a situação pedagógica é imprescindível para solucionar as vicissitudes e garantir qualidade de vida a todos cidadãos.

Primeiramente, enaltece-se que, historicamente, determinados grupos marginalizados, como pretos e nordestinos, lutam constantemente com a injusta acessibilidade cidadã herdada pela colonização exploratória. Acerca dessa lógica, consoante o filósofo grego Aristóteles na literatura, “Ética e Nicômaco’’, as carências ocasionam mazelas socais. Por conseguinte, percebe-se que o ideal faz-se análogo ao cotidiano de um contingente brasileiro, já que o baixo salário compromete o aprendizado escolar por meio da exclusão da tecnologia usada nas aulas, como computadores e celulares. Dessarte, a situação elitista atesta na prática que as discrepâncias econômicas propiciam a baixa escolaridade e a estagmação financeira de um povo, assim, há a confirmação da ideia aristotélica.

Nesse tocante, salienta-se que a desproporcionalidade de obtenção do conhecimento durante a formação didática do cidadão influi, decisivamente, em implicações no bem-estar futuro. Sob esse viés, desde do século dezenove, que o pensador pragmático John Dewey afirma a relevância do alcance de conhecimento variado para o processo de formação democrático. Sob o raciocínio, 73% dos alunos que aprenderam ecléticamente,  por exemplo com o uso da internet, tornaram-se mais bem-suscedidos que os demais, conforme dados da ONU (Organização das Nações Unidas). Desse modo, é essencial repensar na instrução desigual uma vez que ratifica, lamentávelmente, o pensamento americano.

Portanto, diante dos fatos supracitados, pecebem-se que os resultados do progremo tecno-científico utilizado nas didãticas escolares impactam o dia a dia social. Dessa maneira, cabe ao Estado, com o auxílio das Secretarias Estasuais, por intermédio de reuniões, rever as verbas públicas, distribuir a renda, qualificar os serviços básicos e finalizar os vestígios coloniais. Outrossim, urge das instituições formadoras de opiniões, tais como escolas, em parceria com ONGs (Organizações Não Governamentais), mediante encontros semanais, fazer palestras educativas à comunidade- visto que atos coletivos transformam- a fim de esclarecer o valor do saber e incitar a luta pelos direitos constitucionais. Destarte, a emoção pintada no quadro expressionista inexistirá nos rostos vigentes.