O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 19/11/2021

O poeta Carlos Drumond em sua obra “No meio do caminho”, retrata, de modo figurado os obstáculos que o ser humano enfrenta em sua jornada. Análogo a isso, é evidente que essas mesmas barreiras fazem parte da vida contemporânea brasileira, visto que o impacto da tecnologia na educação apresenta-se como uma pedra, um entrave a ser solucionado. Assim, é preciso um olhar crítico do Estado e da sociedade no enfrentamento desse quadro.

Nesse cenário, a passividade estatal potencializa o problema. Sob essa ótica, a Constituição Federal de 1988 afirma que a educação e tecnologia são direitos coletivos, os quais é dever do Estado garanti-los a população. Entretanto, na prática, parcela dos cidadãos brasileiros sofrem com a ausência da garantia desses direitos -fruto da falta de planejamento e investimento público. Diante disso, existe um alto índice de desigualdade no desenvolvimento da tecnologia dentro do âmbito educacional, ocasionada não só pelas diferenças sócio-econômicas, como também, pelas lacunas na educação pública -tendo por consequência a não democratização tecnológica, e automaticamente, um atraso no desenvolvimento coletivo do país. Logo, é substancial a reformulação dessa postura deletéria.

Outrossim, cabe analisar que questões sociais maximizam tal conjuntura. Nesse viés, essa tese pode ser corroborada pelo filósofo Kant, o qual cita que “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Analisando a máxima supracitada, os impactos da tecnologia nos processos de aprendizagem podem ser benéficos e trazer grandes impactos para a sociedade contemporânea. Contudo, por grandes disparidades social-econômicas esses recursos acaba não sendo acessível a todos e precarizando-se em alguns aspectos, assim, logo percebe-se os efeitos negativos dessa segregação tecnológica e educacional -afetando, principalmente, aqueles com menor poder aquisitivo. Destarte, enquanto o corpo social não rever tais tradições, esse cenário danoso continuará latente.

Portanto, com o intuito de mitigar os entraves espostos, o Estado deve, por meio de um amplo debate com a sociedade civil, reelaborar -via Ministério da Educação- um Plano Nacional Educacional com ênfase nas lacunas para a democratização tecnológica neste âmbito, a fim de atenuar o déficit das políticas públicas que concerne a precarização da problemática em questão dentro da socieade. Dessa forma, aprimorará as relações sociais do século XXI no Brasil, respeitando assim, as prescrições constitucionais vigentes.