O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 22/02/2022
A Constituição de 1988, documento mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito à educação como inerente à todos. Entretanto, sua prática não se reverbera com êxito no quesito das novas mudanças tecnológicas que utilizam de computadores e internet como um novo método educacional, visto que nem todas as unidades escolares tem o suporte necessário para atender os alunos. Dessa forma, não só a negligência do Estado, como a falta de empatia -reflexo do individualismo- solidificam tal mazela.
A princípio, deve-se ressaltar que a ausência de medidas governamentais é uma das causas do problema no país. Nesse sentido, o uso da tecnologia na educação exige custo por parte dos alunos que muitas vezes não tem condições financeiras de arcar com um notebook ou tablet e caberia ao governo ceder tais ferramentas. Essa conjuntura, segundo o filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função que foi prevista constitucionalmente, o direito à educação distribuída de forma igualitária.
Ademais, a problemática encontra terra fértil no individualismo e na falta de empatia. Isso ocorre pois o ensino torna-se restrito à medida que uns aprendem mais que outros e concorrem entre si para a mesma linha de chegada. Na obra “Modernidade líquida”, Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência, a desigualdade educacional entre instituições particulares e públicas.
Portanto, medidas são necessárias para implantar métodos educacionais modernos em todas as escolas. Para isso, é crucial que o Ministério da Educação, por intermédio de verbas, realize projetos que viabilizem tablets, notebooks e internet gratuita para as instituições mais carentes, a fim de que consigam suprir os recursos necessários para garantir um ensino de qualidade e menos desigual. Assim, será consolidada uma sociedade em que o Estado desempenha corretamente seu papel social, bem como o Brasil andará rumo à ordem e ao progresso.