O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 26/10/2023

Na série de streaming Black Mirror da Netflix, observa-se como o avanço da tec-nologia afeta as relações da sociedade. Sabe-se que a modernização segue a progressão da ciência para facilitar a dinâmica social, consequentemente, é inserido no processo de aprendizagem. De certo, os instrumentos tecnológicos para o meio escolar tornam os estudos mais eficientes e familiares. Entretanto, nem todos teriam acesso a esta ciência estimulando a exclusão social. Assim como, o custo seria inacessível para algumas instituições.

Segundo o IBGE, cerca de 2,5% dos estudantes não têm acesso a rede de energia elétrica. Inquestionavelmente, a diferença de oportunidades reflete diretamente nos meios de conhecimento. Sem dúvidas, escolares que usufruem de aparelhos tecnológicos para estudar são mais beneficiados academicamente. Sendo assim, os colegiais de baixa renda ficam a mercê de um ciclo de exclusão tendo suas oportu-nidades restritas. Além disso, os meios de acesso são desiguais, em vista que insiti-tuições carentes não possuem poder aquisitivo para este emprenho.

De acordo com Sir Arthur Lewis, ‘’educação nunca foi despesa, sempre foi investi-mento com retorno garantido’’. Embora sua afirmativa seja um fato, a desigualdade social, principalmente, em países subdesenvolvidos impede um progresso educa-cional igualitário entre colégios privados e públicos. Inegavelmente a tecnologia tem um custo inacessível para instituições governamentais, visto que, a gestão econômica nacional é desorganizada.

Em suma, os avanços tecnológicos podem favorecer nos estudos mas também podem refletir nas distâncias sociais por causa do seu gasto financeiro. É notório que o Ministério da Economia deve incentivar a criação e a evolução de indústrias tecnológicas nacionais para baratear o custo dos produtos como, em consequên-cia, avançar a economia do país. Além disso, em conjunto com o Ministério da Edu-cação deve-se formular um plano de investimentos desse âmbito científico para que associações públicas consigam utilizar aparelhos eletrônicos, para que assim consiga-se construir uma democracia educacional.