O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 10/05/2023

Desde a revolução técnico-científica, a tecnologia e o ambiente digital se tornaram os principais meios de comunicação e pesquisa na sociedade. Nesse contexto, nota-se que ,contemporaneamente, a internet é de suma importância dentro de instituições de ensino, corroborando para um aprendizado dinâmico e inclusivo. No entanto, ainda existem desafios para que o impacto da tecnologia na educação seja totalmente positivo. Faz-se fundamental, então, buscar a mudança de tais desafios, que têm como causa a omissão governamental e a falta de debate.

A priori, é fato que a falta de políticas públicas factuais se torna um empecilho no que tange ao uso de aparelhos digitais para o ensino. Sob esse viés, de acordo com o filósofo John Locke, o Estado é responsável pelo bem-estar social. Nesse âmbito, sabe-se que existe imensa disparidade socioeconômica pelo mundo e, sem ações eficazes do governo, muitos jovens não possuem sequer acesso à internet, fato visto durante a pandemia de covid-19, que criou uma lacuna no que diz respeito à qualidade de ensino atrelada à dependência na tecnologia.

Além disso, vale salientar que a falta de debate acerca do tema é um obstáculo para o aprendizado digital dos indivíduos. Nesse cenário, o documentário “O dilema das redes”, traz como pauta a alienação causada pela falta de conhecimento e debate sobre as consequências do uso indiscriminado de meios digitais. Sobre isso, é imprescindível que se tenha em mente que o vício em tecnologia e o consumo de conteúdos inadequados vão totalmente contra os impactos positivos que a digitalização possui no ambiente educacional. Então, para uma maior segurança, é importante que se tire tal assunto da invisibilidade.

Infere-se, portanto, que a falta de atuação do governo e o silenciamento do tema devem ser solucionados para que o impacto da tecnologia seja positivo para as escolas e faculdades. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, a partir da destinação de verbas e profissionais qualificados, a inserção de aulas nas grades curriculares que se pautem no desenvolvimento crítico de jovens e adultos, para que se tenha maior cybersegurança. E também a maior distribuição da tecnologia de forma igualitária. Tudo isso com a finalidade de que as diversas disciplinas sejam passadas efetivamente e de forma justa com a ajuda dos aparelhos digitais.