O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 04/11/2023

Steve Jobs defende que a tecnologia é capaz de promover mudanças significativas no mundo. Diante disso, compreende-se que a inserção de dispositivos tecnológicos nas salas de aulas pode ser uma tática útil e proveitosa. No entanto, em razão da negligência governamental e da disparidade socioeconômica, o acesso à tecnologia de tornou um privilégio daqueles que obtém maior poder aquisitivo, o que desde então gera perceptíveis impactos na educação.

A princípio, é imprescindível destacar a inércia estatal como perpetuante dos impasses da tecnologia no ensino. Referente a isso, Hobbes diz que é função do Poder Público executar com eficiência as leis e seus projetos para que haja, de fato, o bem-estar social. Todavia, é axiomático afirmar que o Estado atua de maneira demagógica, pois ainda que o acesso à tecnologia seja assegurado no artigo 218 da Carta Magma, é inviável que tal ação ocorra em um cenário tão precário de Incentivo do governo e de disponibilização de itens tecnológicos, como chromebook e tablet. Dessa forma, fica evidente que, a omissão do Estado, mais especificamente a sua despriorização quanto aos investimentos em eletrônicos destinados às escolas, impacta diretamente no descaso tecnológico das escolas.

Outrossim, é nítido que a hierarquização socioeconômica repercute no deficitário quadro dos obstáculos da tecnologia na educação. Nessa perspectiva, urge salientar que, segundo o IBGE, o Brasil é o oitavo país mais desigual do mundo, tal fato legitima a afirmação de Suassuna de que o Brasil é divido em duas partes distintas, e o dos privilegiados e dos despossuídos. Dito isso, é indiscutível que, pessoas da camada de maior vulnerabilidade, possuem maiores barreiras ao acesso tecnológico. Logo, subentende-se que a desigualdade social faz do acesso à tecnologia um privilégio que, dificilmente será concedido aos alunos baixa renda.

Portanto, é indispensável que o Poder Executivo, juntamente com o Ministério da Educação, opere reajustes quanto no direcionamento de verbas, quanto nas grades curriculares do comando de ensino, para que através delas as escolas possam investir em aparelhos tecnológicos e assim proporcionar aos alunos, por meio de aulas amplas e didáticas, o acesso à tecnologia. Somente assim, concretizar-se-á os direitos garantidos na Carta Magma.