O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 28/10/2023

Desde a pandemia do covid-19, as tecnologias vêm crescendo cada vez mais nos ambientes escolares. Contudo, essa crescente implantação do meio virtual na educação tráz diversos impactos para a vida dos adolescentes e crianças. Dessa forma, adicionar atividades tecnológicas nas escolas irá aumentar a desigualdade existente entre o setor público e privado e agravar a dependência dos jovens em aparelhos eletrônicos.

Sob esse viés, a disparidade educacional presente entre instituições de ensino públicas e privadas seria catalizada com a implantação tecnológica. À luz disso, o descaso governamental em relação à educação pública torna essa realidade possí-vel. Isso se afirma, haja vista o livro “Brasil: uma biografia” que cita a política de eu-femismo, ou seja, a presença de setores brasileiros que são negligenciados pelo Es-tado. Com isso, o ensino público se insere na política discorrida, evidenciando que os investimentos em tecnologia no setor privado serão exponencialmente maior, desencadeando uma desigualdade social cada vez mais preocupante no país.

Por conseguinte, a geração atual de estudantes tem contato com o ambiente virtual desde o nascimento, gerando grande dependência por aparelhos digitais. Nesse contexto, a série “Big Mouth”, que retrata situações cotidianas vivenciadas por adolescentes, mostra, em um de seus episódios, o vício em celulares que está crescendo entre os jovens. Desse modo, as instituições de ensino, que são, muitas vezes, espaços de interação e convivencia social, irão se aliar às tecnologias e con-tribuir com a dependência digital.

Em suma, a adoção de meios tecnológicos nas escolas é acompanhada com a acentuação da desigualdade educacional e com o fortalecimento do vício virtual. Portando, é papel do Ministerio da Educação, órgão responsável por administrar as instituições de ensino no Brasil, evitar a aplicação de tecnologias que possam atra-palhar o desenvolvimento dos alunos, por meio da instauração de políticas que evi-tem esse ocorrido, para, assim, não compactuar com a dependência digital e não agravar a disparidade presente entre escolas públicas e privadas.