O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 03/11/2023
No filme, “Meghan”, uma boneca com inteligência artifcial e inúmeras funções, é criada com o intuito de ajudar as crianças nas atividades escolares e sociais, mas acaba não saindo como o planejado. Fora da ficção, nota-se que tal representação evidencia as mazelas diante da inserção da tecnologia no âmbito educacional. Diante desse contexto, é valido compreender as dificuldades da implementação da tecnologia na educaçao bem como seus impactos sociais.
Nesse sentido, é inegável que o historico desinteresse politico fomenta as complexidades da tecologia no meio socioeducacional. Isso acontece porque existe uma minoria que detém o poder social e político, as quais, muitas vezes, são lideradas por núcleos que tem a cultura de gerir o Estado como patrimônio privado para o crescimento individual. Essa teoria é estudada pela historiadora Lilia Schwarcz e denuncia as dificulades de conduzir o crescimento equitativo do Brasil, refletindo na dificuldade de inserir tecnologia educacional para as minorias, e isso mostra como as marcas de desigualdade se acentuam devido a falta de disposição politica da elite detentora de poder.
Em consequência disso, ocorre a manutenção de uma espécie de “utopia social” que está relacionada com a melhoria da educação diante da tecnologia. Isso ocorre pois, existe a ideia de um país socioeconomicamente perfeito, amparado a um discurso de sociedade ideal, quando na verdade, observam-se graves e antigos problemas sociais, por exemplo, a dificuldade de inserir tecnologia nas escolas píblicas e como os menos favorecidos vão lidar com tal ferramenta. Sob essa óptica, o sociólogo Boaventura de S.Santos, defende a ideia ded um “colonialismo insidioso”, que é uma forma de dominação, que se disfarça no meio dos avanços sociais, mas mantém maior parte da sociedade dependente e explorada.
Portanto, os impactos que a tecnologia causam na educação é um relexo da sociedade brasileira. Para isso, é fundamental que o Poder Executivo federal, mais especificamente o Ministério do planejamento, crie políticas públicas que visem a inclusão daqueles que não tem acesso à uma tecnologia de qualidade. A fim de promover equidade no sistema educacional brasileiro. Dessa forma, o Estado poderá gerir, de fato, com interesses de crescimento coletivo.