O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 03/11/2021
‘‘Ordem e progresso’’, esse é o lema político do positivismo, exposto na bandeira brasileira. No entanto, o vivenciado em território nacional representa uma antítese a essa divisa, uma vez que o impacto das desigualdades sociais no âmbito escolar, problema a ser enfrentado pela sociedade, culmina desordem e retrocesso para o país. Nesse sentido, deve-se analisar como o descaso governamental e a falta de debate na sociedade influenciam a problemática em questão.
Nessa perspectiva, evidencia-se a negligência do poder público como fator determinante para a permanência do impasse. Sob esse viés, o filósofo contratualista Jean-Jacques Rousseau defende que cabe ao Estado implantar medidas que garantam o bem-estar coletivo. Entretanto, dados divulgados pelo portal de notícias da Globo (G1), revelam que a taxa de evasão e reprovação escolar cresceu bastante, sobretudo durante a pandemia, o que afetou, principalmente, crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, denunciando, assim, que o aparato estatal não cumpre a sua função. Desse modo, se um governo se omite diante de uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua continuação. Dessarte, faz-se necessária a reformulação dessa postura inoperante de forma urgente.
Outrossim, convém ressaltar que o problema ainda é pouco debatido. De acordo com o polímata alemão Johann Goethe, ‘‘Nada no mundo é mais assustador do que a ignorância humana em ação’’. Por esse ângulo, é de extrema importância que a sociedade busque se informar, debater e refletir sobre o impacto das desigualdades sociais no âmbito escolar e, consequentemente, como a pandemia ampliou esse cenário desafiador contra pessoas carentes, na medida em que era necessário ter aparelhos eletrônicos, tais como computadores, tablets e internet para estudar e elas não tinham. Em vista dessa configuração, faz-se imprescindível a dissolução dessa conjuntura.
Torna-se evidente, portanto, que o descaso governamental e a falta de debate na sociedade são as principais causas da problemática em questão. Dessa forma, o Governo Federal — instância máxima dos aspectos socioeducacionais da nação —, coeso ao Ministério da Educação, deve, com urgência, adotar estratégias para combater as desigualdades escolares, a fim de conter o agravamento desse problema. Adiante, a ação pode ser feita por meio de palestras e da implantação da infraestrutura adequada em escolas públicas, com o objetivo de solucionar os prejuízos que esse entrave causa e, assim, inteirar os possíveis caminhos para sanar essa situação. Como efeito social, o contrato rousseauniano será, enfim, consolidado no cenário nacional.