O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 09/11/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas sociais. Nesse sentido, distante da ficção apresentada, a realidade brasileira encontra-se contrária ao que prega o autor Thomas, ao se discutir sobre os impactos das desigualdades sociais nas desigualdades escolares, que evidencia uma problemática grave na sociedade brasileira. Sendo, portanto, indipensável discutir sobre a ineficiência do estado em assegurar uma educação de qualidade nas escolas interioranas, bem como sobre a diferença socioeconômica como um fator de segregação na aprendizagem.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de educação de qualidade nas área interioranas do Brasil contribui para o problema em foco. À luz dessa questão, é coerente citar a Constituição Federal de 1988, o qual afirma que é dever do estado em proporcionar educação de qualidade e bem-estar social a todos cidadãos. Diante disso, o que se observa na realidade não cumpre com o direito do cidadão na sociedade, no qual mais de cinquenta porcentos das escolas de regiões interioranas passam por desprezo de verbas para capacitação de suas infraestruturas, segundo dados do jornal G1. Dessa forma, a falta de medidas que mitiguem tal problema nas regiões mais pobres do Brasil, só agravá o cenário de desigualdade no acesso a uma educação qualidade dos brasileiros.
Outrossim, é importante discutir como a diferênça socioeconômica pode gerar uma segregação na apredisagem. Nessa pespectiva, de acordo com o Índice de Gini, medida que classica o grau de desigualdade de um país, o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do mundo. Nessa lógica, tal reflexo também acarreta pontos negativos na educação, no qual pessoas que não tem acessos financeiros suficientes acabam passando por necessidades materias e alimentares, o que se torna um fotor essencial para o pleno desenvolvimento intelectual dos alunos, segundo pesquisas realizadas pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto, cenário como esses na sociedade impossibilita o apredizado dos indivíduos, necessitando dessa forma de políticas públicas de melhoramento.
Depreende-se, portanto, que medidas pragmáticas são essenciais para resolução de tal problema. Sabendo disso, urge que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais programas de ampliação de verbas para benefíciar as escolas interioranas do Brasil, com intuito que sejam destinadas para o melhoramento do bem-estar e desenvolvimento dos alunos. Cabe, também, ao Poder Legislativo, órgão responsável por adiministrar os interesses públicos, a criação de programas de auxílio alimentar e também de materiais escolares, a fim que os alunos tenham acesso a tais benefício para seu desenvolvimento. Assim, cenário como exposto pelo G1, não será mais uma realidade social.