O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 15/11/2021
Promulga pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos o direito a educação e ao bem-estar social. Porém, não é exatamente assim que funciona, pois a desigualdade no âmbito escolar cresce de forma drástica e com a pandemia mostrou para a sociedade a grande desigualdade que existe no mundo, principalmente nas escolas com alunos de baixa renda, com a falta de ensino de qualidade e material escolar. Nesse sentido, é necessário que argumentos sejam encontrados afim de resolver essa inercial problemática.
A princípio, é importante destacar a falta de profissionais em escolas de renda baixa como um agente problemático para o impasse. De acordo com o Ministério da Educação e INEP, a maioria dos abandonos e reprovações nas escolas parte de alunos de escolas públicas com mais de 94% com o nível socioeconômico baixo. Visto que muitos profissionais preferem ensinar em escolas privadas devido o salário e a segurança tanto nas estruturas escolares como nos bairros, muitos estudantes de escolas com estado de pobreza sofrem com a falta de um professor nas salas de aula, com rotinas de aulas vagas, perdendo conteúdos e oportunidades para a vida acadêmica.
Ademais, vale salientar que a carência de matérias escolares como um impulsionador da problemática. Muitos alunos já são prejudicados nas escolas por não terem um caderno, livros ou lápis e a pandemia veio para mostrar cada vez mais o enorme problema que temos com a desigualdade entre alunos de classe baixa e alta. Haja visto que durante a pandemia alunos de classe baixa sofreu bastante com o ensino remoto por não tem um computador, celular ou até mesmo um bom wifi e que muitas das vezes o único celular que havia na casa era da mãe ou do pai que precisavam usar para trabalhar.
Infere-se, portanto, a necessidade para amenizar o quadro atual. Dessa forma, é de extrema importância que o Ministério da Educação juntamente com o Governo criem estratégias para tentar diminuir a desigualdade escolar, como conseguindo professores desempenhados, por exemplo, aumentando o salários desses professores que irão trabalhar em bairros pobres ou em periferias, pois assim chamará a atenção dos profissionais, como também na melhoria das estruturas e materiais de qualidade para que nenhum aluno sinta falta de segurança ou perca sua educação por falta de recursos mateérias. Desse modo, espera-se que a diferença entre alunos possa diminuir e que os alunos de baixa renda não sejam mais prejudicados e possa seguir estudando com um boa educação que deveria ser igualitária para todos.