O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 03/11/2021
A Constituição federal de 1988 prevê, em seu artigo 6°, o direito a educação de qualidade inerente a todos os jovens. Nesse contexto, hoje, no Brasil, o que se observa na realidade é o oposto tendo em vista o impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares, sendo um dos principais assuntos discutidos na sociedade que segue sem uma resolução. Diante dessa perspectiva, é imperioso ressaltar fatores que contribuem para essa problemática, não só como o sucateamento da educação, mas também as disputas por vagas nas faculdades federais pelas pessoas de origens humildes.
Em primeiro plano, sob a ótica social, deve-se mencionar a baixa qualidade na educação como um dos principais impulsionadores do problema. Nesse sentido, segundo o pensador iluminista John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘Contrato Social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir os direitos mínimos a população. Ainda, passa-se anos e sempre aparece nos telejornais notícias sobre o corte de verbas nas escolas públicas, o que é inacreditável já que a educação é obrigatória por lei, mas está retrocendendo e continua sem reparos. Em síntese, precisa-se com urgência modificar essa situação com a objetividade de aumentar drasticamente a qualidade do ensino.
Ademais, precisa-se ressaltar as disuputas por vagas nas faculdades federais pela parcela mais pobre da população. Conforme dados do site ‘‘Uruguayork’’, pesquisas foram feitas e teve-se o resultado que 90% das pessoas que cursaram no ensino particular, conseguiram passar na faculdade federal, já os alunos que frequentaram o ensino público apenas 15% tiverem esse êxito. Diante do exposto, é um absurdo que isso ocorra já que os que tiveram privilégios de estudos conseguem passar a frente do que é dever do governo assegurar, educação de graça e de qualidade, pois a grande parte dos alunos das instituições federais são de classe média alta, enquanto o pobre trabalha duro para pagar uma particular. Em suma, logo é preciso que medidas sejam tomadas para que esse cenário seja reduzido.
Portanto, o Ministério da Educação deve criar projetos e investir dinheiro na área da educação, por meio de empresas especializadas, com a finalidade de garantir um ensino público de muita qualidade para competir com o particular, além disso, que esses planejamentos fomentem o preparo dos alunos 100% para os vestibulares. Somente assim, esse quadro será solucionado e o artigo 6°, da Constituição federal será cumprido.