O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 03/11/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde e educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares, dificultando, deste modo, a universalização desse direito tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a baixa qualidade da educação pública. Nesse sentido, deixando claro o desleixo e a falta de atenção que os orgãos públicos dão para esse setor, visto que menos de 20% dos alunos de escolas privadas abondonam ou reprovam, mesmo o Brasil sendo um país que mais de 80% dos alunos, em escolas do ensino médio, são de linhas públicas, fazendo um problema de estrutura, virar um problema cultural, deixando assim o brasileiro de baixa renda sem alternativas no mercado de trabalho. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação tão importante, o que infelizmente é evidente no país.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Governo seja a voz ativa nesse problema e o primeiro mediador, agindo diretamente, tanto financeiramente como socialmente, com aberturar de centros de educação para ajudar e implementar a educação dos alunos, melhorar a qualidade dos edifícios que se encontram as escolas públicas, sendo esse um papel desmotivador para o aluno, informar o aluno de seus direitos e quais são os leques de opções que eles podem está vindo a recorre, assim vai está mostrando que pessoas pobres podem sim fazer faculdades, e Estado desempenhará corretamente o seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.