O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 04/11/2021

A Constitução Federal de 1988 prevê para todos os cidadãos o direito à uma educação de qualidade. Entretanto, na prática, essa garantia é deturpada, visto que as desigualdades sociais nas desigualdades escolares ainda é uma realidade no Brasil atual. Desse modo, tal cenário nefasto ocorre tanto pela estrutura educacional pública defasada, como também devido à assemetria socioeconômica entre alunos de escolas públicas e particulares.

Sob esse viés, é possível destacar a precariedade estrutural nos colégios periféricos, sendo eles a falta de computadores disponíveis para que aconteçam aulas de informática e, consequentemente, ocorra a inclusão de indivíduos no meio tecnológico, uma vez que nas escolas particulares esse tipo de acesso já é uma realidade antiga. Dessa maneira, segundo o filófoso e orador Pr. Antônio Vieira: “a boa educação é moeda de ouro. Em toda parte tem valor.” Posto isso, é notório que o pensador agrega uma posição igualitária de se obter uma educação valiosa, na qual independente do ambiente que o ser se insere, haverá um valor social importante perante os conhecimentos adquiridos. Sendo assim, é necessário que o Poder Público invista em materiais didáticos e digitais atualizados, assim como introduzir aulas de informática na grade curricular somado à professores especializados, diante disso garantirá a inclusão da população no contexto global igualitário.

Outrossim, a desigualdade social é um fator importante que interfere de modo crucial no desenvolvimento crítico e intelectual do indivíduo, uma vez que a falta de oportunidades em receber uma educação de qualidade por aquelas famílias mais carentes adicionadas a necessidade de trabalhar em tempo precoce, demonstra a irrelevância dos governantes perante o povo. Em vista disso, de acordo com o Artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos, " todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direito." Logo, infelizmente, fica evidente que o Estado não tem cumprido com maestria o direito básico que garante o acesso à educação em tempo hábil, já que ocasiona as crescentes evasões escolares devido a necessidade de muitos jovens integrar ao mercado de trabalho cedo.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para combater os impactos das desigualdades escolares  e sociais. Nesse sentido, as escolas - responsáveis pela transformação social - devem contrariar as diversas formas de desigualdades presentes no âmbito social, por meio de aulas de ciências humanas e palestras com psicólogos capazes de estimular a empatia. Essa iniciativa teria a finalidade promover uma estrutura educacional de qualidade e igualitária e de garantir  que o Brasil seja uma nação solidária, justa e, de fato, livre de qualquer forma de contraste social.