O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 04/11/2021

A obra cinematográfica “O Poço”, protagonizada pelo ator Iván Massagué, mostra a desigualdade social em uma prisão divida por níveis, na qual os detentos que estão na parte superior são beneficiados e os que estão abaixo são desfavorecidos. Dessa forma, a trama relata o egoísmo humano em uma clara divisão de classes. Fora das telas, é fato que, no Brasil, o desequilíbrio social tem impactado negativamente a desigualdade educacional. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a ausência de investimentos do estado  e as consequências da pandemia do Coronavírus.

Em primeiro lugar, faz-se necessário lembrar que a Constituição federal garante, no artigo quinto, que a educação é um direito inerente ao indivíduo. Não obstante, na prática o acesso ao conhecimento tem sido em benefício de poucos, uma vez que a educação pública é precária. Consoante a isso, segundo a pesquisa feita pelo IBGE, aproximadamente 7% dos brasileiros são  analfabetos. Por conseguinte, as vítimas desse problema sofrem exclusão social e falta de capacitação profissional, aumentando a desigualdade.

Ademais, a pandemia do COVID-19, além de causar um colapso na saúde, agravou a disparidade na educação, uma vez que, com o fechamento das escolas poucas pessoas tiveram acesso ao ensino de maneira remota. Assim, a população de baixa renda, sem disponibilidade de recursos tecnológicos padece pela falta de instrução. Nesse sentido,  parafraseando o filósofo e educador Paulo Freire, somente a educação não pode mudar a sociedade, no entanto, sem ela difícilmente haverá melhora. Logo, a democratização do ensino é fundamental para alcançar a igualdade.

Portanto, fica evidente que medidas devem ser tomadas para mitigar a desigualdade social. Desse modo, o Ministério da Educação- entidade representativa do Poder Executivo- deve melhorar o ensino público, por meio de investimentos, para que todas as pessoas tenham acesso ao conhecimento. Paralelo a isso, é fundamental que o Estado disponibilize internet para todos, a fim de democratizar a informação. Dessa forma, a educação será favorável a todo cidadão, a população de baixa renda gozará do ensino e, a longo prazo, diminuirá a assimetria social no Brasil.