O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 04/11/2021
O filme “ Um sonho possível” retrata a biografia de um jovem dos Estados Unidos pertencente a uma classe de baixa renda que, diante da vulnerabilidade familiar e social, não apresenta um boa rendimento nos estudos. Esse contexto social e escolar condiz com a realidade da sociedade brasileira. Assim, a desigualdade social que impacta o Brasil reflete em desigualdades escolares, apresentando desafios, seja pela escola ser um reflexo social, seja pela alta manipulação a que muitos alunos estarão sujeitos.
Em primeiro lugar, uma sociedade em que a maioria da população apresenta baixa renda e sobrevive com um sustento mínimo, a educação, como forma de superação social, representa uma segunda opção para essas pessoas. Como retrata Marx em sua teoria sobre a dinâmica das classes, a infraestrutura, que gira como base o capital, reflete uma superestrutura, como a cultura, a política, a sociedade etc. Analogamente a essa conjectura, a desigualdade escolar opera: famílias, ao portarem como renda um baixo ou um nulo salário não conseguirão sustentar uma educação edificante pois, muitos de seus filhos, para completar a renda, começam a trabalhar logo cedo. Como consequência, segundo o Inep ( Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), a taxa de abandono escolar na rede pública é sempre mais alta do que na rede privada. Portanto, em uma sociedade desequilibrada, a educação é apenas seu reflexo: sempre haverá mais discrepâncias.
Em segunda análise, as desigualdades escolares diante das sociais facilitarão a manipulação que muitos alunos estarão sujeitos pelo baixo conhecimento adquirido. Segundo retrata Paulo Freire, filósofo brasileiro, “ ninguém é superior a ninguém”, isto é, no meio educacional, a igualdade é uma condição necessária para uma educação libertadora e emancipadora. No entanto, como se oberserrva no contexto social brasileiro, a equidade nos ensinos é nula. Desse fato, infere-se, assim, futuros adultos influenciáveis e de fácil convencimento. Com isso, a dificuldade brasileira educacional se aprofundará ainda mais, o que ditará uma sociedade ainda mais controlável.
Dessa forma, o impacto das desigualdades sociais nos desequilíbrios educacionais tem por base o reflexo de um sobre o outro e também em um futuro de pessoas de fácil controle social. Nesse contexto, o Ministério da Educação deve, por meio de projeto sociais, como as ONGs, estimular mais professores a ajudar pessoas de baixa renda, seja pela valorizaçã salarial da profissão, seja pelo incentivo estatal por mais docentes. Com isso, milhares de alunos adquirirão mais conhecimento e as desigualdades escolares tenderão a diminuir. Logo, assim, jovens mais instruídos tenderão a possuir mais maturidade e independência, ajudando não só suas famílias com um futuro emprego, como também numa sociedade mais justa e equilibrada.