O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 10/11/2021

A Constituição Federal de 1988, prevê para todos os cidadãos brasileiros o direito à educação. Entretanto, na prática, essa garantia é deturpada visto os impactos das desigualdades socias nas desigualdades escolares. Desse modo, tal cenário nefasto ocorre tanto pela omissão estatal, como também a permanência do preconceito social.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a falta de apoio do Estado está diretamente ligada com a falta de prioridade que este tem em garantir os direitos socias em áreas periféricas. Nesse viés, Sérgio Buarque de Holanda afirma que o colonialismo deixou heranças que permanecem enraizadas no Brasil. Seguindo essa lógica proposta por Holanda, entende-se que com a chegada da família real no Brasil tem-se um aumento na marginalização e na falta de garantia dos direitos básicos em regiões como: Norte e Nordeste, que faz com que grande parte das crianças vão à escola para comer ou tomar banho e não para aprender e assistir as aulas.

Ademais, o preconceito estrutural referente as diferenças de classes, limitam a participação de crianças que são da classe baixa  em escolas mais tradicionais ou particulares. Tendo isso em vista, a música Cidadão de Zé Geraldo, demostra o prenconceito em grande parte da população em ilimitar o conhecimento e o aprendizado de meninos e meninas, tais prenconceitos acabam privando jovens e adolescentes de usufruírem da potencialização de seus conhecimentos socioculturais como também o direito de exerce sua cidadania em solo brasileiro.

Deprende-se, dessa forma a urgência de ações interventivas com o fito de amenizar a questão. Para isso, o Ministério de Educação (MEC) junto com o Governo Federal, deve por meio de leis e palestras em rede nacional, promover a distribuição de direitos básicos como, água, comida e moradia, além de desmistificar a ideia de que educação de qualidade deve ser distribuida para crianças privilegiadas. Nesse sentido, o intuito de tais ações é introduzir jovens de áreas perífericas em seu direito de exercer a cidadania e, consequentimente, cessar essa problemática brasileira.