O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 04/11/2021
O filme “Matilda” retrata a vida de uma garota que antes mesmo de ingressar na escola já tinha interesse pela leitura, entretanto, seu núcleo familiar era bem conturbado e a escola em que estudava não disponibilizava materiais o suficiente para seu aprendizado. Não longe da ficção, essa realidade ainda se faz presente no Brasil, visto que a a qualidade do ensino público comparado ao privado é assustadora. Com isso, a desigualdade na educação é permitida e agravada em vista do mito da meritocracia, somado à ausência de políticas públicas.
Em primeira análise, o mito da meritocracia está enraizado na sociedade há anos, visto que estabelece de uma maneira utópica que as oportunidades são iguais a todos, tanto para ricos quanto para pobres. Entretanto, segundo o cenário pandemico de 2020, o Instituto do datafolha divulgou que cerca de 4 milhões de pessoas entre 6 a 32 anos largaram os estudos, sob esse viés, neste ano foi fundamental ter recursos básicos para estuduar de modo EAD, como por exemplo, acesso à internet. Somado a isso, indivíduos com mais poder econômico tiveram acesso as diferentes formas de aprendizado, enquanto muitos além de largarem os estudos tiveram que se preocupar também com o que iriam comer. Desse modo, o discurso meritocrático não é válido, pois o estudo é somente um pilar sustentando pelo acesso as necessidades básicas.
Em segunda análise, a Carta Magna, promulgada em 1988, garante o acesso de todos a educação e aos quesitos básicos de sobrevivência. No entanto, esse preceito não está sendo legitimado na prática, de modo que a evasão escolar ainda é um impasse. Outrossim, núcleos familiares que enfrentam dificuldades em obter alimentos colocam os membros mais jovens para trabalhar, como por exemplo, em semáforos vendendo balas ou até mesmo pedindo moedas. Logo, essa negligencia com menores de idade que deveriam ter acesso a educação e lazer refletem na realidade do país.
Por fim, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Com isso o Estado, junto do Ministério da Educação devem criar, por meio de verbas governamentais, um programa nas escolas públicas que aveliem a vida escolar e particular dos alunos, minimizando através de ajudas fincanceiras alguns problemas familiares dos alunos mais necessitados. Além disso, as escolas deverão disponibilizar uma sala de informática aos alunos fora dos horários escolares também, para que eles se sintam acolhidos e motivados aos estudos. Somente assim, com medidas continuas e efetivas a educação será um pilar sólido na sociedade e menos desigual.