O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 04/11/2021
Historicamente, a Terceira Revolução Industrial, ocorrida a partir de 1970, foi responsável pelo avanço na produção relacionada a robótica, biotecnologia e telecomunicações. Assim, ocorreu o início da difusão de conhecimento, a partir dos veículos de comunicação de massa, como televisão, jornal e internet. No entanto, o alcance desse processo não foi geralizado no Brasil, visto que a população mais pobre não possuía capital para inserir-se nessa realidade. Logo, o impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares é evidente graças ao descaso governamental e a exclusão do capitalismo.
A princípio, o principal fator que ocasiona a desigualdade de ensino é a existência de classes socias menos favorecidas financeiramente, as quais dependem da educação pública de má qualidade devido ao baixo investimento do Estado. Porém, o sistema político, criado após 1929, nomeado “Estado de bem-estar social” foi responsável por modificar o acesso das populações mais carentes ás áreas de educação, saúde, trabalho e lazer. Esse processo foi realizado, a partir da crise do liberalismo, com a distribuição de “Mínimos de renda” pelo governo às famílias, a fim de promover melhores condições econômicas -poder de compra- e de vida -escolas, hospitais e empregos. Desse modo, o descaso do governo perante a desigualdade educacional no país ocorre devido ao baixo investimento e auxílio às populações mais carentes na atualidade.
Nesse sentido, o sociólogo Florestan Fernandes, ao analisar o sistema educacional brasileiro, institulou o termo “Democratização do ensino” pois, para o intelectual, a educação deveria ser uma atitude de transformação, responsável por diminuir o impacto da desigualdade social na sociedade capitalista. Portanto, a exclusão exercida pela economia refere-se ao acesso que baseia-se na capacidade de compra do indivíduo, a qual transforma o futuro dos jovens, pois a apreensão da educação irá até o limite do capital individual, jamais perpassando-o.
Afinal, para solucionar o problema relacionado ao impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares é imperioso que o governo Federal promova o direcionamento de mais verbas às escolas públicas, de cada região, para a melhoria estrutural e educacional. Para isso é essencial a modificação de todo cotidiano de ensino, dos jovens, com a execução de reformas as salas de aula, melhoria da alimentação distribuída, com o auxílio de nutricionistas formados nas Universidades Públicas mais próximas, e o aumento do salário dos professores. Somente assim, ocorrerá a transformação do sistema educacional -Florestan Fernandes- efetivando o ideal de que a desigualdade social não precisa definir a escolar -Estado de bem-estar social- pois o Estado realizará sua função e proporcionará a segurança física, educacional e alimentar dos alunos ao adentrarem os portões.