O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 04/11/2021

Gregório de Matos, poeta luso-brasileiro, ficou conhecido como “Boca do Inferno” por denunciar, de maneira ácida, os problemas do século XVII. Sob esse viès, talvez, hodiernamente, ao se deparar com o impacto das desigualdades sociais no âmbito escolar, o autor produziria crítica a respeito, uma vez que essa realidade reflete um cenário excruciante, no qual as pessoas que adaptam de menos recursos são submetidas a hipóteses adversas, assim, evidenciando uma grave mazela que precisa ser extinguida, pois, acomete o bem-estar coletivo. Portanto, é mister anuir que a precariedade de instituições públicas de ensino, adjunto ao descaso do Governo, são as razões para cristalização da revés na sociedade.

Em primeira instância, é fulcral o assentimento que as desigualdades sociais afetam as pessoas de diferentes maneiras, em especial, no ambiente escolar, pois, concebe discrepância de oportunidades entre os estudantes. Logo, proporcionando um panorama aflitivo, haja vista que, alguns privilegiados conseguem ingressar em escolas obtem, enquanto outros são acometidos pela precariedade das instituições públicas de ensino, dessa maneira, prejudicando sua eficiência de estudos. Nesse contexto, é explícito o quanto a comunidade menos favorecida é desamparada e possui dificuldades, as quais, geralmente, trazem consequências negativas, bem como desvantagens escolares. Destarte, é notório a semelhança entre o quadro contemporâneo e o darwinismo social, em razão de ambos evidenciarem que os povos que possuem mais benefícios, são superiores por desfrutarem de mais regalias.

Em segunda análise, exortar a ratificar que o poder público é responsável pelo panorama abjeto, tendo em vista que, ao não se mobilizar para combater o empecilho, ele se tornou complacente. Dessa forma, contribuindo para o progresso dessa adversidade na sociedade, ignorando sua responsabilidade com uma população em garantir o bem-estar comunitário. Sob essa óptica, impende atribuir ao Estado o conceito de “Instituição Zumbi”, criado pelo sociólogo Zygmunt Bauman para definir instituições que não cumprem suas funções, todavia mantém suas formas. Outrossim, há uma violação a Declaração Universal dos Direitos Humanos, devido ao desamparo com os privilégios com ínfimos que possuem sua vida acometida por impedimentos e desigualdade, não sendo corroborado a igualdade civil.

Dessarte, para evitar um cenário semelhante ao do século XVII, o qual era vítima das críticas de Gregório de Matos, far-se-á que o Governo, enquanto instância máxima da administração executiva, promova uma reforma nas instituições públicas de ensino, afim de proporcionar insfraestrutura adequada e excelente educação, asssim coibindo as desigualdades com os mais privilegiados, por meio de um amplo investimento, difusão de oportunidades e assistência governamental. Desse modo, corroborando uma realidade mais igualitária, o bem-estar social e excepcional didática.