O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 04/11/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a desigualdade social no cenário escolar apresenta barreiras, de modo que dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do desinteresse social quanto da precarização dos serviços públicos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral ressaltar a indiferença populacional mediante o impasse. Segundo o sociólogo alemão Georg Simmel, a “atitude blasé” ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença mediante às situações que ele deveria dar atenção. Sob o mesmo ponto de vista, observa-se que o corpo social - principalmente os que são moradores de periferias e enviam seus filhos para colégios públicos - não incentiva seus filhos a continuarem a frequentar instiuições educacionais, já que “é de graça, não tô pagando mesmo”. Isso se evidência uma vez que, conforme o Ministério da Educação, cerca 16,2% dos alunos de escolas públicas abandonam o ensino aos 12 anos. Desse modo, se provoca uma geração que não trabalha e nem estuda, não pensa no futuro e não deseja alcançar êxito educacional. Logo, é indamissível que esse cenário continue a perdurar.

Ademais, é importante pontuar que a desigualdade social existente dentro do campo educacional deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne a criação de mecanismos que solucionem tais recorrências. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, todo indivíduo deve ter acesso a uma educação de qualidade. Entretanto, não é essa a realidade vivenciada pela sociedade brasileira, uma vez que as escolas públicas são consi particulares, pois possuem uma infraestrutura e qualidade de ensino extremamente precárias. Além disso, os profissionais dessas instituições não se preocupam com seus alunos e nem os encorajam a gostar de estudar, assim, acabam desanimando e abandonando a escola. Desse modo faz-se mister a reformulação dessa postura governamental de forma urgente.

Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido revertido em verbas, por meio da melhora da qualidade de ensino e da infraestrutura das instiuições públicas - e também por meio de campanhas que incentivem aqueles que abandonaram a escola a compreender que aprender nunca é demais - a fim de amenizar o êxito escolar e consolidar profissionais mais capacitados