O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 05/11/2021

Na série “Love 101”, produzida pela Netflix, os personagens principais são adolescentes que projetam as suas expectativas de vida, além do sucesso profissional, na educação e no ingresso em uma faculdade, na Turquia. Analogamente, no Brasil, as universidades e escolas são excelentes alternativas para quem deseja ascender profissionalmente. Entretanto, as evidentes desigualdades sociais afetam, diretamente, o equilíbrio educacional entre os jovens carentes e ricos. Nesse sentido, a falta de investimento na conjuntura escolar agrava, excessivamente, essa problemática.

Antes de tudo, é imprescindível concluir que a educação tem importância capital na formação da sociedade e é inerente à vida humana. Acerca disso, é pertinente abordar a célebre frase de Immanuel Kant, filósofo prussiano, que diz: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Sob essa ótica, a máxima permite a concepção de que o ensino é fundamental à população, porque é responsável pela formação ética, social, profissional e nos torna humanos por essência.

Contudo, a ineficiência governamental, no que tange o amparo à instituição escolar e ao corpo social, prejudica, principalmente, os alunos mais carentes. A título de exemplo, a Constituição da República Federativa do Brasil afirma que é dever do Estado garantir a isonomia e a educação de qualidade para todos os jovens. Todavia, os estudantes de classes baixas são os mais prejudicados, principalmente no contexto da pandemia da Covid-19, porque não possuem o mesmo aparato tecnológico para acompanhar as aulas de maneira remota, em contraste com a realidade de outras faixas sociais mais favorecidas financeiramente. Desse modo, torna-se evidente como a discrepância e a desigualdade social afetam, tão intrinsecamente, o aprendizado de parcela dos estudantes, além da ineficiência do governo em agir diante dessa situação.

Portanto, medidas devem ser tomadas para a resolução deste impasse. Para tanto, o Ministério da Educação, responsável pelo gerenciamento da infraestrutura e ensino escolar, deve, por meio de recursos do Tribunal de Contas da União, fornecer uma rede de internet de qualidade nos bairros periféricos mais humildes, além de fornecer aparelhos eletrônicos que permitam o acompanhamento integral, e sem prejuízo, dos alunos, de modo a sanar, nesse momento, a crise educacional ocasionada pelas divergências socioeconômicas. Assim, o estudante com problemas financeiros terá o amparo do Estado para prosseguir com seus estudos e poderá sonhar com um futuro promissor, mesmo com os atuais empecilhos causados pela pandemia, na educação.