O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 05/11/2021

Paulo Freyre, importante educador mundial, apontava que o ensino deve se adequar a realidade dos estudantes. Analogamente, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pelas desigualdades escolares é, amiudadamente, ilustrado pela falta dos princípios postos por Freyre. Fruto esse, não só da desigualdade financeira do país, como também da ausência de apoio governamental para o ensino escolar.

Primeiramente, é preciso apontar a pobreza como fator que contribui para a problemática. Posto isso, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) há 14 milhões de pessoas na extrema pobreza no Brasil, Diante de tal exposto, é obvio que, discentes que não possuem nem mesmo a condição uma alimentação regular, não conseguiram ter as mesmas ambições e aprendizagem no ambiente escolar em comparação com aqueles que não enfrentam tal dificuldade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.

Outrossim, é imperioso notar que a indiligência do Estado com falta de auxílio para estudantes. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições de Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, crianças e jovens estão inseridas no sistema educacional brasileiro sem o menor apoio estudantil para uma aprendizagem completa. Uma vez que, para uma educação completa é necessário um ambiente que se adapte a sua realidade social (como aponta Paulo Freyre), como por exemplo, bolsas financeiras para que alunos de baixa renda consigam focar em seus estudos e igualarem suas situações. Nessa perspectiva, com a negligencia egoísta do governo, as escolas se tornam palco de desigualdades.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Urge assim, que o Ministério da Educação - órgão responsável pela administração educacional do país - desenvolva bolsas estudantis. Por Meio de uma reunião com os principais representantes de cada localidade do país, afim de debaterem sobre as dificuldades particulares, e que distribuem a verba do programa ponderando de acordo com a necessidade de cada região. Para que assim, os alunos prejudicados pela pobreza possam adaptar sua situação com seus estudos, indo de encontro com a teoria de Paulo Freyre.