O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 05/11/2021

Com a popularização da corrente filosófica iluminista, no século XVIII, a educação passou a possibilitar a ascensão social e econômica da população. Entretanto, nos últimos anos a desigualdade educacional no Brasil passou a crescer, quando comparadas as escolas públicas e particulares. Dessa forma, é importante analisar os impactos desse fenômeno durante a vida acadêmica e no crescimento econômico nacional.

Inicialmente, vale destacar que o aumento citado afeta diretamente os estudantes das camadas mais pobres. Dados da ONG Todos pela Educação apontam que a disparidade de desempenho entre escolas públicas e não governamentais aumentaram 57,8% entre 2015 e 2019. Logo, infere-se que a maioria dos alunos, que frequentam as escolas custeadas pelo governo, podem ter um menor desempenho em provas, como o Exame Nacional do Ensino Médio.

Além disso, é importante citar que uma política educacional forte e igualitária entre as escolas públicas e não governamental pode ajudar no crescimento econômico do país. Segundo o economista britânico Arthur Lewis, o investimento em educação tem sempre seu retorno garantido, justificando, assim, a forte participação do Estado, com o objetivo de melhorar uma base intelectual. Com isso, uma educação inclusiva possibilitará uma melhor qualificação dos estudantes para o mercado de trabalho, melhorando seus ganhos e o interesse de grandes empresas nos discentes brasileiros.

Portanto, é necessário alto investimento na educação brasileira para reverter esse cenário. Em primeiro lugar, o Ministério da Educação (MEC), em conjunto com o Ministério da Economia, deve formentar um aumento na capacidade intelectual das escolas públicas e um aumento salarial para seus professores, por meio da inclusão desses objetivos na base das Diretrizes Orçamentárias. Ademais, cabe ao MEC a qualificação dos profissionais da área acadêmico com cursos extensivos gratuitos.