O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 05/11/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares, causadas pela falta de âmparo em estudantes de baixa renda, dificultando , deste modo, a universalização desses direitos sociais tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais em relação ao âmparo e a negligência que estudantes de escolas públicas sofre no Brasil. Nesse sentido, mais de 38 milhões de alunos de escolas públicas ficam desmotivados, generalizando assim, repetentes e até em casos mais extremos: o abandono; Transformando um problema estrutural em um problema cultura, visto que alunos de baixa renda, tem a maior propensão a abondono por motivos financeiros. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como à educação, o que infelizmente é evidente no país.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo do Brasil , por intermédio de campanhas e ONGs, criam projetos que protegem e preservam os estudantes de escolas públicas a fim de evitar o abandono. Ademais, é importante fazer campanhas sociais, onde mostra aos estudantes o que se pode ser feito e quais são os seus direitos, por meio de aberturas de centros educacionais e camapanhas sociais, para auxiliar os alunos, evitando assim a frustração e a desmotivação. Assim, se consolidará uma sociedade mais forte e democrática, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.