O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 08/11/2021
O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se, que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pela desigualdade social, o desemprego, fome e principalmente a evasão escolar por falta de investimentos públicos voltados á educação, é desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental. A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa o problema de desigualdade entre classes, uma vez que o Brasil apresenta boa parte do ensino público precário, dentre outras necessidades básicas e que o indivíduo tem por direito. No entanto, essas práticas são má conduzida, despertando ainda a existência de uma parcela mínima em rede privada, dando espaço para as desigualdades acontecerem. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Outrossim, é preciso apontar o fato da inserção dos jovens no mercado de trabalho, que por sua vez, já sofrem com as diferenças e níveis de aprendizado, mas se tornou ainda difícil com a pandemia do covid-19, pois as escolas públicas demorou para trazer o ensino á distância aos alunos, e mesmo assim não são todos que conseguem acesso de boa qualidade e consequentemente, os alunos de rede pública por sua vez, acabam saindo prejudicados. Sob essa óptica devida á baixa atuação das autoridades, esse estigma ainda é persistente na sociedade brasileira, carregando uma enorme diferença entre classes e inserindo no mercado os mais favorecidos. Ariano Suassuna, romancista e dramaturgo já dizia; " A injustiça divide o Brasil em dois países distintos, o país dos privilegiados e o país dos despossuídos". Diante do exposto, o qual perpetua a desigualdade nas escolas públicas, ficam evidente as mínimas chances da criança e adolescente se inserir no mercado. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar. Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar as diferenças sociais e escolares. Dessarte, a fim de trazer melhorias à educação, cabe ao Ministério da Educação, realizar projetos de reforço e revisão intensiva obrigatória desde o ensino fundamental até o médio, a fim recuperar as diferenças e tempo escolares perdidos durante a pandemia. Além disso, verbas públicas devem ser direcionadas para compra de materiais didáticos que traz melhores resultados aos alunos. Feito isso, espera-se efetivamente, contribuir para o engajamento desses alunos no mercado de trabalho e reduzir os sofrimentos emocionais retratados por Munch.