O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 09/11/2021

O artigo 3º, inciso III da Constituição Federal tem como objetivo fundamental a erradicação da pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, e o artigo 170, inciso VII prevê, também, a redução das desigualdades regionais e sociais. No atual século em que vivemos existem inúmeros filmes, séries e livros que retratam a desigualdade de tal tipo em ambientes escolares. O maior problema e agente que se vê sem sombras de dúvidas é o preconceito empregado na sociedade impondo um padrão de vida que pode ser inatingível por muitos.

No Brasil, a desigualdade social além de ser resultado da formação histórica e social, também é fruto do modelo de “modernização conservadora” empreendido a partir do século XIX, pois aqui a modernização significou apenas a renovação dos equipamentos técnicos da sociedade. Uma modernização integral deveria modificar a própria estrutura social e política do país, tendo como objetivos centrais a redução da pobreza e da exclusão social.

Ademais um estudante de classe baixa não consegue desfrutar dos mesmos luxos que um estudante de classe alta, isso acontece principalmente quando se é bolsista em escolas particulares, tem de enfrentar uma realidade todos os dias que não é sua, podendo afetar também a saúde mental do mesmo. Pesquisas da área de sociologia apontam, há muito tempo, que há uma forte relação entre origem social do aluno e sucesso escolar. Quanto maior a renda familiar melhor o desempenho escolar e, por outro lado, a pobreza, a desigualdade social e o contexto familiar explicam o insucesso.

Não se pode tratar os desiguais como iguais, como se as diferenças não existissem. Para combater as discrepâncias sociais é preciso uma educação de qualidade com iguais oportunidades para todos, dentro dos parâmetros de universalização do ensino defendido pelo PNE.