O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 05/11/2021

A novela ‘‘malhação: viva a diferença’’, retrata dois cenários distintos da realidade brasileira, a diferença da escola pública da escola privada. É retratada as condições precárias das escolas públicas, devido a falta de uma boa estrutura educacional para o desempenho do aluno, ao contrário das escolas privadas que são altamente equipadas, aumentando, desse modo, o conhecimento desses alunos. Nesse sentido, no que tange à questão do impacto das desigualdades sociais nas escolas, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da falta de verbas governamentais direcionadas às redes públicas.

Em uma primeira análise, é relevante ressaltar que a educação é um direito de todos. Ademais, a Constituição Federal de 1988, prevê em seu Artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro independente das condições financeiras. No entanto, é nítido que o governo não cumpre sua função de garantir que os alunos desfrutem de um direito tão importantante que visa o futuro do país, o que infelizmente é evidente no Brasil.

Todavia, o número de alunos da rede pública que estão sendo prejudicados tem atingido índices alarmantes, que gera preucupação, principalmente diante de uma pandemia em que os estudos remotos foram um grande problema para aqueles que não tem condições de acessar uma rede de internet ou de possuir um celular ou computador. Desse modo, por serem alunos pertencentes à rede pública, o ensino remoto também deveria ser sustentado pelo governo, assumindo sua devida função.

Deprende-se, portanto, a necessidade de combater tais desigualdades. É preciso a realização de investimentos governamentais direcionados as escolas da rede pública, exigidos pelo MEC ( Ministério da Educação e Cultura), por meio de protestos, com o objetivo de melhorar as condições das escolas públicas, sendo assim, os estudantes teriam igualdade educacional independente das condições financeiras.