O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 05/11/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela ONU (Organização das Nações Unidas), assegura a todos os indivíduos o direito à educação e bem-estar na sociedade. Entretanto, a desigualdade social no Brasil se inicia na qualidade do ensino privado comparado ao público.

Em primeiro lugar, é crucial pontuar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de investimentos na rede pública, em que os educadores não possuem materias de apoio necessários para uma educação de qualidade, desse modo, os professores e alunos sofrem com a desigualde de ensino. Nesse sentido, essa declaração, segundo John Locke, um filósofo contratualista, configura-se como uma ‘violação do contrato social’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o EaD (ensino a distanância), como impulsionador da diferença educacional no Brasil. Diante de tal exposto, cerca de 20% da população brasileira não possui acesso à internet, segundo o G1, deste modo, os alunos e professores de classe social baixa ficaram sem acesso ao ensino durante a fase de pandemia do Covid-19 (Coronavírus), pela ausência das aulas presenciais. Logo, é inadimissível que o cenário continue.

Contudo, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, proponha um maior investimento nas redes de ensino público, para os educadores possuírem todos os meios para garantir uma educação de qualidade, com o fim de diminuir a desigualdade na educação. Assim, se consolidará um Estado em que desempenha seu ‘contrato social’, como afirma John Locke.