O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 05/11/2021
O “Período Joanino” marcou a vinda da corte portuguesa ao Brasil, com isso o governo fez uma série de mudanças no país, entre elas a construção de uma universidade, o direito de estudo era apenas para quem tinha poder aquisitivo e homens. Atualmente, ainda que ocorram muitas mudanças em relação à educação, é perceptível a desigualdade entre as pessoas que possuem mais dinheiro para investir na educação e das que não conseguem. Ao refletir a respeito do impacto das desigualdades sociais nas escolas, no século XXI, a problemática ocorre em virtude da falta de incentivo estatal nas escolas públicas, acompanhada ao despreparo, a pandemia intensificou esse desequilíbrio. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, segundo o Jornal G1, a falta de infraestrutura das escolas públicas para seus alunos devido à pouca verba do governo. Diante disso, o documentário “Pro dia nascer feliz” conta a realidade das escolas no Brasil, as quais sofrem com a falta de materiais para trabalho e algumas precisam improvisar a sala de aula. Em suma, o sucateamento mostra às desigualdades, uma vez que os alunos de escolas particulares possuem melhores condições de ensino para aprendizagem.
Desse modo, as mínimas tentativas de suporte ao ensino para superar a desproporção salarial mostraram-se ineficazes devido a epidemia do coronavírus que acentuou a desigualdade educacional. À vista disso, o jornalista Gilberto Dimenstein revela que a população mais pobre são como “Cidadãos de Papel”, isto é, não possui direitos, por não saberem ou o governo subtrair, assim eles não conseguem usufruir daquilo que é seu por direito. Analogamente, o filme “Escritores da Liberdade” conta a história de uma professora que tenta levar a educação para seus alunos de periferia, os quais mal têm condições de comprar um caderno e lidar com a falta de livros para trabalhar em sala de aula. Logo, o filme mostra como os “Cidadãos de Papel” na realidade, os quais lutam para conseguirem apenas ter uma educação, quanto para os alunos de escolas privadas é algo normal.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que Empresas Público-Privadas em conjunto com o Ministério da Educação (MEC) realizem campanhas para arrecadação de verbas com destino para melhorias nas escolas e pesquisas educacionais — ministradas por professores através de aulas interativas e materiais didáticos —, de modo que incentive os alunos a permanecerem aprendendo independentes das dificuldades, assim as desigualdades serão ínfimas, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus e exemplos como o do “Período Joanino” permaneçam no passado.