O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 09/11/2021
De acordo com Zygmont Bauman, não são as crises que nos definem, e sim a forma que reagimos a elas. Entretanto, não é possível detectar uma reação interventiva na desigualdade educacional gerada pela desigualdade social. Pois existe uma grande discrepancia entre as estruturas de escolas públicas e privadas, além da maneira que investem nos alunos.
Sob esse prisma, enquanto a maioria das escolas públicas mal têm saneamento básico, as privadas estão equipadas com as melhores tecnologias. Segundo o economista, Arthur Lewis, a educação nunca foi uma despesa. Sempre foi um investimento com retorno. Tendo em vista este pensamento, a população de baixa renda traz um retorno negativo pela falta de investimento na infraestrutura da escola, levando a uma educação de má qualidade em comparação com alunos de classe alta que estudam em escolas privadas.
Ademais, no hodierno, a educação privada investe no aluno dando a ele as melhores oportunidades, enquanto a educação do Estado foca apenas no básico. Consoante ao filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Em concordância com esse parecer, percebe-se que enquanto o aluno da periferia é preparado para ser um cidadão letrado, os alunos de classe média e alta estão sendo preparados para ser grandes doutores e empresários.
Portanto, entende-se que a classe social define o tipo de educação que o aluno vai ter. Logo, o Ministério da Educação deve investir de forma produtiva nas escolas e preparo do aluno, pois com um ambiente adequado e melhores oportunidades, conseguirá leva-lo até sua melhor versão, ou seja, a educação terá um alto nível, independente da classe social do aluno. Fazendo assim, se detectará uma reação interventiva, positiva, assim como defende Bauman.