O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 17/11/2021

Na Antiguidade, em Esparta, as crianças portadoras de deficiências físicas eram assassinadas por não possuirem capacidades de irem à guerra, profissão obrigatória na época. Desse modo, fazem-se analogias a desigualdade daquele período com o atual, visto que apesar de não ocorrer mais homicídio em função das limitações físicas, a desigualdade social está presente até mesmo no âmbito escolar. Sendo assim, nota-se a necessidade de desenvolver manobras a fim de reduzir os impactos negativos causados pela assimetria sócial na desigualdade educacional.

Em primeiro lugar, pode-se ressaltar a falta de equidade educacional como problema alarmante na sociedade. Em pesquisa, o Fundo das Nações Unidas para a Infância e colaboradores, focados na evasão escolar, afirmaram que cerca de 623.187 alunos das redes públicas do país abandonaram a escola e 329.058 destes se declararam pretos, pardos ou indígenas. Conclui-se com isso que a desigualdade escolar atinge majoritariamente minorias.

Além disso, é primordial destacar que o déficit de investimento  em educação. De acordo com o mapa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, os investimentos no âmbito educacional desde 2014 até 2020 sofreu quedas bruscas. Porém, como um estado que investe em educação também está investindo em saúde e bem-estar social, quando não acontece o investimento todas estas áreas são prejudicadas.

Infere-se, desse modo, a necessidade de mitigação dos impactos ocasionados por desigualdade social e educacional. Portanto, é viavel que o Congresso Nacional, mediante a necessidade de equidade educacional/social e ampliação de investimentos, realize uma possível alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, de modo que toda a população tenha acesso igualitário à educação e bem estar, focando na construção acadêmica para redução da assimetria social. Dessa forma, a realidade de Esparta na Antiguidade se torna cada vez mais distante do mundo contemporâneo.