O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 08/11/2021
Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorra uma patologia social. Não obstante, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra as desigualdades socias nas desigualdades escolares, verifica-se que essa visão e constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, e evidente que a problemática se desenvolve não só devido a negligência estatal, mas também a falta de apoio no âmbito escolar a pessoas de baixa renda.
Em primeira análise, cabe citar a ausência de medidas governamentais para combater o desleixo estatal. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos dos indivíduos, eliminar condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, o abandono federal no âmbito social vem crescendo cada vez mais, afetando diretamente no setor educacional, que sofre com pouca verba, má infraestrutura e baixo nível de ensino, tornando esse cenário mais caótico e aborrecido, pois os cidadãos de baixo nível de renda, dependem da educação pública para educarem seus filhos é até a si mesmos, porém com a omissão governamental o ensino público se torna cada vez pior.
Ademais, o pouco incentivo para a educação por parte das pessoas de baixo recurso financeiro, também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 16,6% das pessoas que são consideradas de baixa renda, não terminaram o ensino médio. Partindo desse pressuposto, percebe-se que uma grande taxa de pessoas nesse quesito abandonou a escola ainda no ensino médio, o que gera consequências como a dificuldade de achar empregos e a impossibilidade de se entrar na faculdade, tendo como causa muita das vezes a falta de encorajamento por parte social e também governamental, que não da ajuda até mesmo financeira à os estudantes que precisam.
Depreende-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos obstáculos para combater as barreiras citadas. Assim o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital que por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em projetos e instituições públicas, por meio de auxílios e suportes, uma vez que com esse beneficiamento os estudantes terão ajuda para ir até a escola com vales transportes e suporte financeiro para compra de material escolar, com o objetivo de abaixar as taxas de analfabetismo, e melhorar a infraestrutura das escolas de ensino público. Dessa forma, poder-se-á diminuir, gradativamente essa patologia social do Brasil prevista na teoria de Durkheim.