O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 09/11/2021
No livro “Principia Mathematica”, o filósofo inglês Isaac Newton propôs umas das leis científicas mais conhecidas de todos os tempos: toda ação resulta em uma reação de mesma intesidade. Fora do campo científico, mas de maneira análoga a um par ação-reação, a ausência de discussão sobre o impacto das desigualdades socias nas desigualdades escolares pode resultar prejuízos imensos na sociedade e no futuro dela. Nesse sentido, negligenciar essa temática acentua ainda mais a existência de desigualdades no Brasil e prejudica o desenvolvimento das gerações futuras.
Sob esse viés, deve-se entender que as desigualdades socias encontradas em todas as camadas da sociedade é resultado da desigualdade escolar, que vai crescendo conforme os anos escolares vão progredindo. Dentro disso, é fácil identificar as diferenças de ensino e de estrutura entre o ensino público e privado, sendo o ensino público com menos recursos e de pior qualidade e, ainda abriga a grande parte dos alunos do Brasil, muito deles de periferias. Durante o ENEM, exame nacional que permite os jovens ingressarem nas universidades, ficou nítido o abismo entre os sistemas de ensino, quando um estudo feito pelo Inep, divulgou que a média geral das escolas brasileiras era 525 pontos, mas que noventa porcento das escolas públicas estavam abaixo da média, reafirmando as desigualdades educaionais.
Ademais, vale descatar como a problemática implica em grandes diferenças de perspectivas no futuro entre os jovens que frequentaram os dois tipos de ensino. Aqueles que tiveram a oportunidade de frequentar boas escolas particulares apresentam mais bagagem sociocultural e preparo para concursos e mercado de trabalho. Durante a pandemia da covid-19, todas as instituições de ensino tiveram que ser paralisadas por mais de um ano, com isso prejudicando a educação de muitos alunos, porém, o ensino privado reagiu rápido a situação e implementou o ensino a distância (Ead), enquanto o sistema público demorou a responder, prejudicando ainda mais aqueles que estavam para trás. Além disso, a revista Exame divulgou um estudo que revelou os impacto na economia do país pode variar de trezentos bilhões a um e meio trilhão de reais, distribuídos ao longo do tempo, um rombo imenso na educação e na economia.
Depreende-se, portanto, que a educação é a base da sociedade, logo, se houver desigualdades na educação, haverá desigualdades na sociedade. Assim, é dever do Governo Federal junto do seu Ministério da Educação, investir em todo sistema público de ensino, melhorando a infraestrutura das escolas, implementando mais tecnologias para agregar ainda mais a aprendizado e aumentar o salários dos professores para atrair melhores profissionais. Para, enfim, construir um futuro mais igualitário.