O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 08/11/2021

Os processos das Revoluções Industriais possibilitaram diversos avanços na sociedade, principalmente no que se refere ao setor tecnológico. Contudo, tais processos propiciaram o surgimento de lacunas na educação, visto que observam-se problemas relacionados ao impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares. Diante disso, vale analisar quais fatores favorecem tal conjuntura.

A priori, convém destacar que embora o Brasil possua uma grande extensão territorial e uma vasta disponibilidade de recursos naturais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ele é o nono país mais desigual do mundo. Sob esse viés, essa realidade é preocupante, visto que é de conhecimento global a importância dos recursos tecnológicos na educação. Desse modo, em virtude dessa disparidade econômica, muitos estudantes acabam sendo prejudicados pela falta de acesso às ferramentas de tecnologia. Diante disso, vale salientar que o pesquisador Pierre Lévy já afirmava que “toda nova tecnologia cria seus excluídos” e entre esses excluídos estão os indivíduos financeiramente desprivilegiados.

Ademais, outro fator determinante na problemática é a evasão escolar. Nesse prisma, dados do Ministério da Educação apontam que grande parte dos estudantes que abandonam as instituições de ensino possuem renda baixa e têm como objetivo adentrar ao mercado de trabalho. Nesse sentido, tal cenário é conduzido, sobretudo, pela desigualdade social, a qual impulsiona os jovens a sentirem a necessidade de trabalhar para que possam mudar de vida. Logo, são evidentes os impactos da disparidade social na vida acadêmica das pessoas e, dessa forma, são necessárias ações que revertam tal cenário.

Portanto, cabe ao governo federal, órgão responsável pela administração pública, promover, por meio de verbas, programas de auxílio financeiro destinado aos estudantes. Assim sendo, esse auxílio deve priorizar, especialmente, os estudantes de baixa renda que estudam na rede pública de ensino. Nessa lógica, essas articulações teriam como objetivo minimizar a desigualdade social e os impactos que ela pode trazer no âmbito educacional. Em suma, o problema seria resolvido de maneira eficaz e democrática, contribuindo, assim, para paz e progresso da nação.