O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 08/11/2021

‘‘No país do futebol o sol nasce para todos, mas brilha para poucos’’, o trecho da música, do cantor e compositor Gabriel O Pensador, sintetiza o cenário de desigualdade social no Brasil. Nesse ínterim, o país possui uma substâncial população pobre privada de vários direitos fundamentais discorridos na Constituição de 1988, em detretenimento de uma pequena elite financeira que usufrui de inúmeras formas de luxo. Essa problemática implica diretamente no acesso à uma educação de qualidade e consequente transformação social, pois as esferas públicas são incapazes de ofertar um ensino público de qualidade e a falta de uma boa base educacional dificulta o  ingresso em universidades.

A priori, os governos municipais, estaduais e federais fracassam em oferecer um ensino igualatário, de qualidade e universal.. Assim sendo, não há bibliotecas públicas em grande número nas cidades do país, nas escolas faltam professores e em sua maioria a estrutura é precaria, como muita poluição visual e sonora, falta de ventilação, livros didáticos,  e outros problemas logísticos. Tal como, exemplifica a Teoria das Insituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, onde o mesmo exemplifica a inoperância das esferas de poder, impactando diretamente na qualidade de vida dos cidadãos. Em síntese, a população mais pobre é privada de um ensino de qualidade em decorrência da ineficácia administrativa das entidades públicas, contribuindo diretamente para a manunteção das desigualdades sociais.

Somado a essa problemática, a falta de uma forte base educacional, impacta diretamente no ingresso à uma Universidade, visto que em seus vestibulares são cobrados saberes teóricos básicos, no qual a maioria dos candidatos pobres são privados devido ao déficit de conhecimento que lhes é atribuido nas escolas públicas. Esse cenário reflete como a desigualdade escolar, fruto de uma não igualdade social, impacta a vida de inúmeros brasileiros. Nesse ínterim, segundo dados de 2018, do Instituto Brasileiro de Geográfia e Estatística, apenas 36% dos alunos da rede pública ingressam em alguma faculdade.

Em suma, a não operância efetiva das instituições públicas de poder corroborá para um base de ensino pública deficitária, ocasionando desigualdade social e escolar e sua manuntenção. Mediante a isso, medidas de interferência necessitam ser tomadas, é dever do Governo Federal, em parceria com as esferas municipais e estaduais, por meio do Ministério da Educação e Secretárias de Ensino Regionais, reformular a educação pública brasileira, començando pela construção de um ambiente escolar lúdico, agradável, iluminado e de fácil acesso atingindo grande parcela da população, posteriormente a capacitação de mais professores através de concurso públicos e aquisição de materiais didáticos. Assim, as formas de conhecimento se tornarão mais efetivas, justas e igualitária