O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 11/11/2021

Segundo o filósofo brasileiro Mário Sergio Cortella, “o conhecimento serve para encantar as pessoas, não para humilhá-las”. De acordo com  essa lógica, espera-se que o conhecimento seja  compartilhado com todos. No Brasil, a  educação básica oferecida nas escolas é um dos melhores meios para obtenção de saberes. No entanto, nota-se uma clara desigualdade entre os alunos das escolas públicas normalmente pobres, e os das instituições particulares  geralmente oriundos de famílias abastadas. Sabe-se que a maioria dos jovens da rede pública de ensino, são por vezes humilhados no que tange não só à baixa qualidade do ensino, como também à precariedade das estruturas físicas das escolas as quais frequentam.  Essa alarmante realidade precisa ser combatida pelos governantes

A priori, a Constituição Federal em seu artigo 5, explicita que todos somos iguais perante a Lei, mas o que se observa é que ainda falta muito para atingir essa simetria. A falta de investimento nas escolas da rede pública, o despreparo de muitos profissionais da educação  e somado a isso a pobreza da maioria desses alunos,  aponta para um futuro não muito promissor. Alunos de escolas particulares são mais bem preparados para o ingresso em universidades e consequentemente em bons empregos. Em contraste, os das escolas públicas enfrentam dificuldades para acessar o nível superior devido à ineficiência dos seus estudos e o mercado de trabalho.  As oportunidades na vida desses indivíduos fica comprometida e consequentemente o desenvolvimento do país que,  para crescer necessita de capital intelectual bem como mão de obra especializada.

Outrossim, além de todos os problemas por que passa o ensino público no Brasil, houve um agravamento devido ao fechamento das escolas causado pela covid 19. A rede pública não foi eficiente para desenvolver um programa de aulas a distância e dar continuidade aos estudos dos jovens brasileiros. Muitos ficaram à deriva, sem recursos tecnológicos por ocasião das suas condições sociais e sem  o apoio do Estado, que ao invés de seguir o exemplo das escolas particulares e agir com celeridade para mitigar esses danos, permitiu que os alunos ficassem um longo período sem aulas. Esse tempo perdido ampliou ainda mais a distância educacional entre a escola pública e a particular .       Portanto,  o governo federal mediante o MEC, deverá contratar especialistas em  educação e psicopedagogos, para criar novos métodos de ensino que  facilitem  o aprendizado dos alunos das escolas públicas. Deverá ainda fornecer cursos para todos os professores da rede pública, com o intuito de aplicarem os novos métodos  em sala de aula, afim de melhorar os saberes dos alunos e recuperar o tempo perdido.  Assim, haverá uma melhora significativa no intelecto e na vida futura desses cidadãos

que, depois de serem encantados pelo conhecimento não sofrerão com humilhações.