O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 09/11/2021
De acordo com a primeira lei de Newton, referente a Inércia, a tendência de um corpo é permanecer em movimento até que haja uma força capaz de mudar seu percurso. Em outro contexto é possível perceber a mesma condição no que concerne a desigualdade social no ambiente escolar, seguindo sem intervenções aptas de mudar seu trajeto.
Diante dessa perspectiva faz-se imperiosa a análise da ausência de medidas governamentais em consonância dos prejuízos educacionais gerados. Diante desse cenário, pode-se dizer que o ambiente educacional deve ser inclusivo e igualitário, fatores que não são considerados uma realidade, levando a desvantagens significantes quando comparado unidades de ensino público e privada. Segundo as ideias do filosofo contratualista John Locke configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não desempenha corretamente sua função de garantir direitos essenciais, como a inclusão social. Nesse sentido, fica claro que as chances de ingresso no mercado de trabalho são injustas, privilegiando alunos com melhores condições financeiras.
Ademais, convém frisar que essa realidade decorre trazendo prejuízos no desenvolvimento de aprendizagem, submetendo alunos de rede pública à ansiedade e frustrações, devido a sensação de impotência. Consoante a filosofa francesa Simone de Beauvoir, o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. Nessa linha de pensamento há uma neutralização da sociedade visto que mesmo após ser comprovado pelo MEC (Ministério de Educação) que a prevalência de reprova e abandono é maior no cenário público, essa realidade continua a fazer presença em uma era tão desenvolvida.
Depreende-se, portanto, a necessidade de mecanismos capazes de erradicar a desigualdade educacional. Para isso, é imprescindível que o governo por intermédio do MEC, padronize os objetivos de aprendizagem acerca do ensino e fiscalize a eficiência do mesmo – espera-se que para isso seja colocado em prática a implementação de metas educacionais na grade curricular, objetivando o estudo de assuntos e matérias específicas, para a fiscalização sobre a efetividade do mesmo, os alunos devem fazer provas semestrais nas quais deverão ter margem de acertos semelhantes- a fim de garantir universalidade e oportunidades a todos de maneira integral. Logo, a Inércia não será mais uma realidade, consolidando-se uma sociedade mais humanizada, na qual o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.