O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 09/11/2021

O termo desigualdade é utilizado para indicar a falta de equilíbrio entre partes. Consequentemente, no meio educacional, essa palavra é utilizada para caracterizar a diferença de oportunidades entre estudantes. Dessa forma, a educação se tornou um espaço de produção e reprodução das discrepâncias sociais presentes, desde o início da catequização em território nacional - em 1549 -, até os dias atuais. Portanto, a falta de investimentos em escolas primárias e a alta evasão escolar são alguns dos pontos que agravam a disparidade social e, por consequinte, o desequilíbrio educacional no Brasil.

Seguindo essa linha de pensamento, é possível afirmar que, já na primeira infância, a oferta educacional dada às distintas classes sociais é um problema. Segundo um estudo publicado pela Fundação Abrinq, 70% das crianças até três anos não possuem acesso a uma creche, sendo que, em grande parte dos casos, ocorrem com aqueles mais pobres que dependem de iniciativas estatais. Desse modo, o desenvolvimento e a aprendizagem são prejudicados já na iniciação da educação. Logo, é preciso fortalecer a base educacional brasileira.

Além disso, é relevante abordar, também, que o aumento da desigualdade social no Brasil está diretamente relacionado à evasão escolar que ocorre, principalmente, no ensino médio. De acordo com o Ministério da Eduação (MEC), a taxa de abandono, na rede pública, é de quase 30%, sendo que um dos principais motivos que contribuem para esse percentual é a necessidade de complementação da renda familiar. Em vista disso, a indispensabilidade de políticas educacionais, que estejam em harmonia com a realidade social dos alunos, é clara.

Diante do exposto, é necessário que se adotem medidas que coíbam os impactos das desigualdades sociais nas desigualdades escolares. A fim de diminuir os impactos sociais e de aprendizado dos alunos e igualar o nível educacional brasileiro, o MEC, em ação conjunta com o Ministério da Cidadania, deve, por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias, qualificar e melhorar o salário dos profissionais que atuam nas escolas públicas. Além disso, deve-se ofertar mais creches que atendam toda a população de maneira homogênia, respeitando a realidade social que cada um está inserido. Dessa forma, a problemática em questão resolver-se-ia.