O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 09/11/2021
A Constituição, promulgada em 1988, prevê o direito ao ensino de qualidade a todos os brasileiros. Entretanto, no Brasil a desigualdade social afeta muitos alunos no ambiente escolar. Além disso, não apenas a negligência do Estado proporciona esse fato, mas também a exclusão de pessoas marginalizadas são fatores importantes para perpetuar esse terrível fenômeno social.
Primeiramente, é necessário ressaltar que a negligência do Estado acarreta a desigualdade social no ambiente escolar. Martin Luther King dizia que a injustiça em um lugar era uma afronta a justiça de todos os outros lugares. Sendo assim, o Estado promove efetivamente a injustiça ao aluno periférico, pois a ausência de políticas sociais que asseguram igualdade de ensino no espaço estudantil é notório e negligente.
Ademais, é importante lembrar que a exclusão de índividuos à margem da sociedade perpetua esse terrível fenômeno social. O escritor George Orwell contextualizava a desigualdade social como todos iguais, mas alguns mais iguais que os outros. Consoante a isso, na sociedade atual, infelizmente, índividuos marginalizados possuem menos oportunidades de estudo que pessoas com boas condições financeiras devido a exclusão social.
Logo, para que não haja mais desigualdades sociais no meio escolar são necessárias mudanças. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação crie o projeto “Escola na Favela” de modo que leve professores da rede pública para ensinar jovens e crianças por meio de “aulões” todos os finais de semana nas periferias, a fim de ajudar pessoas marginalizadas a terem um ensino descente. E com isso, a desigualdade social no ambiente escolar irá diminuir e a Constituição será respeitada.