O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 09/11/2021
Sob a perspectiva do sociólogo brasileiro Bentinho, o desenvolvimento humano só vai ser efetivado quando uma sociedade civil formar estes 5 pontos cruciais: liberdade, igualdade, diversidade, solidariedade e participação. A ideia do pensador, todavia, perdura longínqua quando se observa o hodierno quadro nacional, uma vez que a desigualdade social no ambiente educacional vai de encontro a essa questão já que, há uma falha nas garantias de igualdade e solidariedade tão essênciais citadas pelo sociólogo. Nesse sentindo, a fim de mitigar os problemas relacionados a essa temática vale expor a ineficiência estatal ao garantir um sistema educacional igualitário, tendo por consequência a manutenção das desigualdades sociais no Brasil.
Em uma primeira análise, é necessário discorrer acerca da displicência da máquina governamental. De acordo com o Inep, em 2018 aproximadamente 20% dos alunos do ensino básico brasileiro estavam matrículados em escolas da rede privada. Esse alarmante expressivo é o resultado da crescente desigualdade no ambiente educacional brasileiro, uma vez que grande parte dos estudantes brasílios estão em escolas da rede pública que atualmente representam um ensino precário e inferior ao setor privado. Em decorrência disso, tem-se a consolidação da desigualdade entre estudantes do setor público e privado. É ilógico pensar que, num país que se consagra desenvolvido, a educação seja colocada em segundo plano.
Ademais, em uma segunda análise, insta saliente a desproporcionalidade entre as classes sociais da nação brasileira. Durante o realismo brasileiro, o escritor Machado de Assis, abordou em suas obras a crítica social, aprofundada pela desigualdade da sociedade naquela época. Em consoante a realidade do autor, no cenário vigente a baixa escolaridade da população coopera para o desequilíbrio entre a renda dos brasileiros, na qual apenas uma pequena parcela da população recebe um ensino de qualidade. É possível perceber, portanto, o quão improvidente é a atitude Governo ao pouco investir em um sistema público de qualidade tendo como consequência a baixa formação dos brasileiros.
Logo, medidas são exigidas para atenuar os impactos da desigualdade no setor educacional. Dessa forma, o Ministério da Educação junto ao Governo Federal, devem liberar verbas para revitalização de escolas da rede pública em todo o território nacional e em especial nas cidades com altos indíces de disparidade social, promovendo a reconstrução de salas, auditórios e espaços comuns, para que os jovens brasílios tenham um espaço de estudo de qualidade que atenda suas necessidades básicas, em que podem receber um ensino adequado. Desse modo, o sistema público de educação poderá cooperar para a redução das desigualdades sociais no Brasil.