O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 09/11/2021
Combate à desigualdade para a busca do conhecimento
No século XV, o começo da colonização do Brasil foi marcada pela desigualdade social entre a classe nobre, imersa no eixo cultural e educacional, em contrapartida ao resto da população que era analfabeta. A partir disso, nota-se que esse cenário deixou uma grave consequência na contemporaneidade, já que milhares de crianças não tem acesso à educação de qualidade. Com efeito, a construção de uma sociedade com uma educação igualitária pressupõem de um combate à desigualdade social por parte do Governo, e o aprimoramento da educação pública.
Em primeiro lugar, é imprescindível ressaltar que a falta de atenção do Estado aos menos favorecidos tem grande relevância na dissiparidade social que resulta na desigualdade escolar. De acordo com a Constituição de 1988, no artigo 6º, todo cidadão tem direito à ser amparado e ter acesso à educação. No entanto, a realidade se contrapõem a essa teoria, já que inúmeras famílias brasileiras não tem acesso ao mínimo para uma vida com dignidade, vide ao aumento da favelização e a evasão escolar nas escolas públicas.
Em segundo lugar, a eficiência, na educação e a garantia do seu acesso determina uma sociedade com igualdade educacional. Nesse sentido, o pedagogo Paulo Freire, na sua obra, " Pedagogia do oprimido", diz que a educação é libertadora e proporciona melhores oportunidades de vida para as pessoas marginalizadas. Com isso, reitera que o acesso à educação de qualidade é transformadora na vida das pessoas, tal ação, mitiga a desigualdade social e proporciona melhor qualidade de vida.
Portanto, para o combate à desigualdade social afim do aprimoramento educacional, é necessário que os menos assistidos sejam priorizados pelo Governo, com um repasse maior de verba destinada a eles, afim de exterminar a probreza extrema. Essa ação pode ser realizada com a distribuição de cestas básicas às famílias dos alunos matriculados nas escolas públicas que não tem condições de possuir o mínimo. E por fim, os governos estaduais junto aos municipais devem aliar-se ao Ministério da Educação para que criem métodos ativos de ensino àqueles marginalizados, para que insiram-nos ao mundo do conhecimento. Dessa forma, os reflexos da colonização do Brasil serão atenuados na sociedade.