O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 10/11/2021

De acordo com o filósofo chinês, Confúndio, não corrirgir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros. Diante de tal prerrogativa, infere-se que o progresso social é resultado direto de utilizar o erro como articulador de novos saberes e a correção como gerador de crescimento. Nesse sentido, a assertiva não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a permanência da passividade do Estado , no que tange as desigualdades escolares, que por sua vez, são resultado direto da nefasta disparidade social . Desse modo, faz-se imperiosa à analise dos fatores que favorecem esse cenário: ausência de medias governamentais somado ao analfabetismo digital.

Em primeiro plano, cabe destacar ineficiência de medias governamentais que evitem a evasão escolar de jovens e adolescentes em escolas públicas, visto que estas, comportam um grande nùmero de estudantes em situação de vulnerabilidade financeira .Sob essa ótica,  é notório a influência que a colonização brasileira tem no cenário contemporâneo, uma vez que, as oportunidades dadas aos colonos portuguêses sempre foram superiores às fornecida aos negros e indígenas, formando infelizmente, desigualdades sociais capazes de polarizar a população .Assim ,a realidade supracitada dificulta a elevação social de indivíduos de origem humilde, formando uma sociedade cada vez mais estamental.

Outrossim, é sabido que o analfabetismo digital entre os estudantes se dá, em grande parte, por não terem acesso aos equipamentos tecnológicos ,disponíveis, geralmente, aos que possuem familías com poder aquisitivo elevado. Nesse sentido, percebe-se a formação de uma quadro preocupante quando se considera um mundo globalizado onde o acesso à tecnologia é sinônimo de conhecimento. De acordo com a lei da inércia, proposta pelo físico Issac Newton, um corpo tende a permanecer em repouso a menos que uma força atue sobre ele. De maneira análoga, a ratificação dessa problemática necessita de uma força pública que movimente as estruturas governamentais visando um Estado de bem estar social. Do contrario, o sistema educacional permanecerá em repouso em relação ao progresso social.

Em síntese, a fim de solucionar esse empasse, é necessario a mobilização de certos agentes. Portanto, o Poder Legislativo deve promover a educação digital no currículo escolar, por intermédio de um projeto de Lei para ser entregue à Câmara dos Deputados com cursos profissionalizantes, nas escolas, dispondo de todos os equipamentos necessarios para a formação de jovens interessados na área de TI. Como resultado dessa nova perspectiva, busca-se impactar a sociedade por intermedio das transformações geradas no ambiente escolar.