O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 10/11/2021

Segundo o filósofo Platão, a qualidade de vida é tão relevante quanto o viver em si. Todavia, percebe-se que, no Brasil, essa ideia está distante de ser cumprida, pois, de forma inaceitável, as desigualdades sociais geram impactos no ensino, o que afasta a sociedade de atingir o bem-estar. Dessa forma, fica claro que a negligência estatal, bem como a excessiva concentração de conhecimento são alguns dos precursores da problemática.

Em vista disso, o tratamento pífio do Estado é um fator determinante para a persistência dos efeitos.

Nesse sentido, de acordo com o filósofo Schopenhauer, o homem é modelado por 3 ações: compaixão, egoísmo e maldade. Desse modo, fica evidente que as desumanidades dos jogos de interesses pessoais levam o homem a agir de forma perversa, a exemplo do déficit estrutural nas escolas brasileiras, o qual se expressa no aumento da evasão de jovens do colégio , sendo um irrespeito descomunal com a comunidade e abranda o desenvolvimento coletivo.

Ademais, a excessiva concentração de conhecimento é um dos entraves para desconstruir o obstáculo. Nessa perspectiva, o geógrafo brasileiro Milton Santos, em sua obra “Por uma outra globalização” afirma que descentralizar o controle das informações é essencial para o desenvolvimento da sociedade. Dessa maneira, para serem resolvidos os entraves dentro desse contexto, faz-se necessário a ampliação do ensino no país. Entretanto, há uma lacuna no que tange a desigualdade social no Brasil, que tem sido negligenciada, a qual se expressa no grande número de analfabetos, principalmente nas comunidades mais carentes. Com isso, o pensamento de Platão dialoga com o de Milton Santos, posto que é dever do Estado investir em ações que mitiguem a desigualdade social, sendo indispensável a expansão do conhecimento para isso.

Logo, cabe ao MEC - visto que é o responsável por estabelecer ações e diretrizes do ensino - promover a melhoria no sistema educacional brasileiro, por meio de subsídios fiscais para melhoria infraestrutural das escolas e construção de novas, com auxílio de empresas privadas, a fim de mitigar o problema do déficit de escolas no país, mitigando a negligência estatal e expandindo o conhecimento. Outrossim, o Estado deve estimular maiores investimentos, por intermédio do Ministério da Economia, com auxílio de contabilistas e historiadores, para abrandar as desigualdades sociais. Tais ações promoverão, certamente, uma sociedade com melhorias no sistema educacional e que atinge o bem-estar como afirma o filósofo Platão.