O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 10/11/2021
“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. A frase dita por John Locke evidencia o papel da escola como formadora da sociedade. Além disso, a educação é um direito de todos brasileiros, assegurado pela Constituição Federal de 1988 em seu artigo 6º. Todavia, o acesso a tal direito se mostra fraco quando se observam as desigualdades escolares que acarretarão nas disparidades sociais. Logo, é necessária a análise dos fatores e buscar meios para contorná-los.
Em uma primeira análise, fica evidente que as escolas públicas não conseguem manter seus alunos, dado que a taxa de abandono segundo o INEP, das escolas públicas é cerca de cinco vezes maior do que das escolas particulares. Ou seja, as instituições públicas infelizmente não são suficientemente atraentes e deixam de formar uma quantidade enorme de pessoas aumentando as desigualdades sociais.
Adicionalmente, tem-se que a falta de “atrativo” é causada pela qualidade ruim do ensino público e da má formação de professores. De modo que a união de tais fatores resulta na formação de menos alunos e os que se formarem terão um grau de instrução bem menor do que os estudantes da rede privada. Portanto, para diminuir o abismo existente é necessária uma mudança profunda na forma de ensino.
Em suma, cabe ao Governo Federal, juntamente com o MEC, uma mudança profunda na formação dos professores e demais pedagogos. É fundamental que seja modificado o modo como é pensado o ensino, para que prenda a atenção dos alunos, por meio de aulas mais dinâmicas e atividades escolares menos cansativas. Assim, com uma nova forma de se pensar as aulas, pode-se esperar que a evasão escolar diminua. Adicionalmente, com uma melhor formação dos professores, a qualidade do ensino aumenta. Portanto, a soma de tais fatores pode diminuir as disparidades nas escolas e assim as futuras disparidades sociais.