O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 11/11/2021

O documento jurídico mais importante e alentado do Brasil, a constituição federal de 1988, conjectura em seu sexto artigo, o direito a educação como essencial a todo e qualquer cidadão brasileiro. Nada obstante, tal proposta não vem sendo aplicada com eficiência quando observado as desigualdades escolares no Brasil, dificultando assim a propagação desse direito tão importante a todo cidadão. A partir dessa visão, é importante analisar-se fatores que contribuem para esse problema.

Primordialmente, é válido pontuar, a lenta interferência dos meios políticos para a solução desse cenário. Segundo o sociólogo brasileiro e ativista dos direitos humanos, Herbert José de Sousa, o desenvolvimento humano só será empenhado quando a sociedade colocar em prática alguns conceitos fundamentais, dentre eles, a igualdade. Contudo, é inadmissível que tal problema ocorra e também que, órgãos do governo, não se posicionem de maneira efetiva para tentar combater esse obstáculo.

Outrossim, é fundamental que seja exposto dados que comprovem o quão problemático é esse assunto no Brasil. Diante de um gráfico divulgado pelo Ministério da Educação e INEP, em 2018, os alunos da rede pública, entre o primeiro ano do ensino fundamental até o terceiro ano do ensino médio, apresentaram, em média, 11% de abandono e reprovação, enquanto os alunos da rede privada, apenas 2%. Logo, é inaceitável que esse problema continue a perdurar.

Contudo, são indispensáveis medidas que possam dar fim a essa situação. Para isso, é necessário que o governo, realizando investimentos nas escolas públicas, tais como, melhoria na infraestrutura das escolas, reinvenção do método de ensino e a criação de projetos. Com o objetivo de gerar interesse no aluno de ir para escola, assistir as aulas e criar novos amigos, consequentemente, diminuindo o número de alunos que reprovam ou que abandonam suas turmas. Assim, será criada uma sociedade escolar mais confortável para todos.