O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 11/11/2021
“Construímos muitos muros e poucas pontes”. Essa afirmação do físico Isaac Newton condiz com a realidade da educação brasileira, visto que, entre a rede pública e a particular há uma forte desigualdade. Tal problemática, é resultado da negligência do Estado e da crise financeira que o país enfrenta.
Em primeiro plano, é válido ressaltar o pensamento de Zygmunt Bauman, no qual, às instituições sociais deixaram de exercer sua função e passaram a agir como “Zumbis”. Além disso, o sucateamento da rede pública de ensino é um estímulo negativo para o estudante. Outrora, a negligência do estado em buscar medidas efetivas agrava ainda mais a situação.
A posteriori, a crise financeira que o país enfrenta atrelado a pandemia do Covid-19 tornou ainda maior a desigualdade entre esfera particular e pública de ensino, pois houve o aumento de alunos desistentes nas escolas públicas de acordo com o G1, site de notícias da Globo. Ademais, a normalização da desigualdade motivada pela indiferença populacional acarreta no comportamento passivo da sociedade diante da falta de solução para a crise que o país enfrenta.
É crucial, portanto, buscar medidas efetivas que possam superar a gênese do problema. Dessa forma, cabe ao Estado - mediador dos recursos públicos - por meio de programas de educação reestruturar o sistema público de ensino, modernizando-o para que possa seguir a atual tecnologia com o intuito de estimular o aluno a frequentar a escola. Para tanto, cabe ao Ministério da Economia criar um “Plano de Metas”, estilo JK, que possa reerguer a economia e tirar o Brasil da crise sem consequências futuras. Espera-se, com essas medidas, construir mais pontes e derrubar os muros existentes.