O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 10/11/2021
Sob a perspectiva do sociólogo brasileiro Bentinho, o desenvolvimento humano só vai ser efetivado quando a sociedade civil formar estes cinco pontos cruciais: igualdade, liberdade, solidariedade, participação e diversidade. A ideia do pensador todavia, perdura longínqua quando se observa o hodierno quadro nacional, uma vez que a desigualdade social no ambiente educacional vai de encontro a essa questão, já que há uma falha nas garantias de igualdade e solidariedade tão essênciais citada pelo sociólogo. Nesse sentido, a fim de mitigar os problemas relacionados a essa temática é necessário expor a ineficiência estatal ao garantir um sistema educacional igualitário, tendo por consequência a manutenção das desigualdades sociais no Brasil.
Em uma primeira análise, é necessário discorrer a cerca da indisplicência da máquina governamental. De acordo com o Inep, em 2018 aproximadamente 20% dos alunos do ensino básico brasileiro estavam matrículados em escolas da rede privada. Esse alarmante expressivo é o resultado da crescente desigualdade no ambiente educacional, uma vez que grande parte dos estudantes brasileiros estão em escolas da rede pública que atualmente apresentam um ensino precário e inferior ao ensino do setor privado. Em decorrência disso, tem-se a consolidação da desigualdade entre estudantes do setor público e privado. É ilógico pensar que, num país que se consagra desenvolvido, a educação seja colocada em segundo plano.
Ademais, em uma segunda análise, insta salientar a desproporcionalidade entre as classes sociais da nação brasileira. Durante o Realismo brasileiro, o escritor Machado de Assis abordou em suas obras a crítica social, aprofundada pela desigualdade social naquela época. Em consoante à realidade do autor, no cenário vigente, a baixa escolaridade da população coopera para o desequilíbrio entre a renda dos brasileiros, na qual apenas uma pequena parcela da população recebe um ensino de qualidade. É possível perceber, portanto, o quão improvidente é a atitude do governo, ao pouco investir em um sistema público de qualidade, tendo como consequência a baixa escolaridade dos jovens brasileiros.
Logo, medidas são exigidas para atenuar os impactos da desigualdade social no setor educacional. Dessa forma, o Ministério da Educação, através do MEC deve prover uma estrutura digna para os alunos da rede pública, por meio de uma revitalização nos ambientes degradados de escolas do setor público, que estejam em locais de risco, em situação precária e que precisem de manutenção, proporcionando a reestruturação de salas, auditórios e áreas comuns, para que os jovens tenham um espaço de qualidade para desenvolver seu aprendizador de forma adequada. Desse modo, o sistema público de educação poderá cooperar para a redução das desigualdades sociais do Brasil.